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Atentado ao pudor

Acusado de abusar de menina de rua pede revogação de prisão

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A defesa de Gaby Boulos entrou, nesta sexta-feira (12/8) com um pedido de revogação da prisão do advogado, acusado de atentado violento ao pudor contra uma menina de rua de 12 anos, que jogava malabares no cruzamento de uma avenida de São Paulo.

Boulos está preso desde o dia 27 de julho, cinco dias depois de ter sua prisão decretada. No recurso contra sua detenção, a defesa alega que a prisão foi motivada por um clamor público criado pela imprensa, em caso semelhante ao da Escola Base. Segundo seus advogados, não há necessidade de prorrogar sua prisão já que ele tem bons antecedentes criminais e não oferece riscos ao andamento das investigações.

O promotor responsável pelo caso, Marcelo Luiz Barone, informou que irá se manifestar ainda nesta sexta sobre o recurso. Invocando o STF, o promotor irá sustentar que violência presumida contra menor de 14 anos é crime hediondo e neste casxo não é possível concessão de liberdade provisória. O processo contra Boulos corre no Fórum Criminal da Barra Funda. O juiz Rodolfo Pellizari, que cuida da ação, deve apreciar o pedido da defesa do advogado também na segunda-feira.

Segundo a garota e um amigo de 13 anos, testemunha do crime, os dois teriam sido abordados por volta das 21h do dia 20 de julho, nas proximidades do bairro do Morumbi, por um jovem com um Peugeot cinza. O agressor teria se aproximado e oferecido um lanche, o que convenceu os dois a entrar no carro.

Depois de obrigar o garoto a descer do carro, o rapaz seguiu para uma rua escura, onde teria abusado da menina. Mais de uma hora e meia depois, ela foi encontrada por policiais militares que haviam sido chamados por seu colega e encaminhada ao hospital.


 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 12 de agosto de 2005, 15h22

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