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Falha no depoimento

Tribunal do Júri absolve Elias Maluco e Dinho Porquinho

O 1º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro absolveu Elias Maluco e Dinho Porquinho da acusação de tentativa de homicídio de um policial militar e quatro policiais civis durante uma invasão no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, em 2001.

Dinho Porquinho foi o primeiro a ser interrogado pelo juiz Fábio Uchôa, titular do 1º Tribunal do Júri. O réu afirmou que trabalha como ajudante de pedreiro e, recentemente, teria sido contratado para construir casas na rua em que reside.

Já Elias Maluco disse ainda desconhecer o motivo de estar sendo processado. Para ele, seria por causa do “seu nome”, que ficou conhecido após o caso Tim Lopes. Ele afirmou também que conheceu o Dinho Porquinho recentemente, no presídio de Bangu I. A informação é do Tribunal de Justiça do Rio.

Após os interrogatórios, o juiz ouviu o depoimento da primeira testemunha, o policial civil atingido na hora do tiroteio, Wellington Emerick Pinto. Ele disse que estava participando de uma incursão na favela, próximo à Associação de Moradores da Palmeira, quando foi atingido pelas costas.

O policial civil não reconheceu, porém, Elias Maluco ou Dinho Porquinho como autores do disparo que lhe causou lesões. O policial afirmou apenas que eles estavam lá na hora da diligência.

O segundo a depor foi o policial Marco Antonio de Oliveira e Silva, que não se lembrava do teor dos depoimentos dados na delegacia e nem de que tipo de diligência iria fazer na favela.

Para o juiz, as duas testemunhas “tiveram uma falha de memória injustificável”, já que não se recordavam de depoimentos anteriores e pela terceira vez os estavam mudando. Os policiais disseram também que conheciam Elias Maluco e Dinho Porquinho apenas por fotos de jornais.

Como os depoimentos dos dois policiais civis foram confusos e contraditórios, o juiz determinou que eles ficassem acautelados por denunciação caluniosa até o final do julgamento, quando foram liberados. O Ministério Público, que pediu a absolvição de Dinho Porquinho e Elias Maluco durante a sessão, pode pedir ainda o indiciamento dos dois policiais.

Revista Consultor Jurídico, 3 de agosto de 2005, 12h44

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