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Polícia Federal prende cinco pessoas na Operação Chacal

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (27/10) cinco pessoas e apreendeu computadores, documentos, celulares, aparelhos eletrônicos e de informática em operações de busca e apreensão na sede da Kroll Associates, em São Paulo, em escritórios da empresa e outros endereços.

A ação é resultado da Operação Chacal, da PF, que aconteceu simultaneamente em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Distrito Federal. Os agentes também fizeram buscas na sede do Grupo Opportunity, no Rio de Janeiro, na casa de Daniel Dantas — presidente do Opportuniy, que controla a Brasil Telecom —, e em Brasília, na casa da presidente da operadora, Carla Cico.

Carla foi quem contratou a Kroll para investigar uma de suas acionistas, a Telecom Italia. A encomenda do serviço teria sido motivada pela suspeita de que a multinacional italiana teria lesado a BrT em cerca de 250 milhões de dólares.

As investigações chegaram até membros da alta cúpula do governo petista. Constatou-se que o empresário Luís Roberto Demarco, inimigo de Dantas, trocou mensagens com o ministro Luís Gushiken em manobras contra Dantas. A Kroll também apurou que Cássio Casseb, presidente do Banco do Brasil, manteve encontros secretos com o comando da Telecom Italia. Casseb foi quem cuidou da instalação da multinacional italiana no Brasil.

Indignação

A PF invadiu também a casa de Tiago Verdial, ex-empregado da Kroll. Segundo o advogado de Verdial, Eduardo Carnelós, "é estarrecedor que nova medida de busca tenha sido deferida na casa dele” já que nada de efetivo foi apresentado contra Verdial depois de ser determinada sua prisão temporária. “Nunca ouvi falar de duas ordens com o mesmo objetivo no mesmo lugar”, disse Carnelós. “Ou se desconfia da competência ou da idoneidade de quem cumpriu o primeiro mandado ou é má-fé”.

No fim de julho, a Polícia Federal do Rio de Janeiro prendeu Tiago Verdial, que foi solto dez dias depois, sem ter sido fichado ou indiciado.

Na operação desta quarta, os agentes da PF levaram outro hard disk do computador de Verdial (já haviam apreendido um na primeira busca) e outro aparelho celular. “Curioso lembrar que a primeira prisão foi decretada no dia 28 de junho e só foi cumprida no dia 24 de julho, num sábado. A prisão temporária, entre outros motivos, se explica como indispensável para uma investigação. Fica a pergunta: foi para apurar prática de crime ou fazer farol?”, questiona Carnelós.

Arapongagem

Ao todo, mais de 90 agentes da PF participaram da ação desta quarta. Somente em São Paulo, foram expedidos 16 mandados de busca e apreensão, concedidos pelo juiz Luiz Renato Pacheco Chaves de Oliveira, da 5ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo.

As prisões foram feitas sob acusação de formação de quadrilha e operação de equipamentos de informação e contra-informação.

A Kroll, em nota à imprensa, afirmou que a empresa está colaborando com as autoridades brasileiras e negou que haja ilegalidades no trabalho feito por ela. “Sempre agimos de acordo com as leis brasileiras e de todos os paises em que atuamos”.

Este texto foi atualizado em 31/10/06, com a exclusão dos nomes dos acusados, quando se contatou descabidas as imputações feitas à época dos fatos

Revista Consultor Jurídico, 27 de outubro de 2004, 20h06

Comentários de leitores

1 comentário

Senhora do Destino O Estado Policial avanç...

Senhora do destino ()

Senhora do Destino O Estado Policial avança.......... Faz-se necessário um alerta para os ingênuos que vibraram com a matéria veiculada no Fantástico da última semana, onde agentes federais, a pretexto de combater a "pirataria" via internet, invadiram casebres da pequena cidade de Paraopebas valendo-se de pirotecnia própria das operações de guerrilha. Também triste daqueles que vibraram com a invasão, a pretexto de busca judicial, da multinacional de espionagem Kroll. No primeiro caso, a operação sigilosa mas com completa cobertura de mídia, fez explodir um portão em rede nacional quando bastava tocar a campainha da casa do pobre cabloco. Certamente ele atenderia ainda de cuecas. No segundo caso, a busca contemplou o arrombamento de portas a marretadas quando nenhuma resistência ou impedimento se mostrou. Trata-se de um empresa regularmente estabelecida, de portas abertas, mesmo assim a sigilosa operação, com cobertura nacional de mídia, usou de aparato pirotécnico tal qual em Paraopebas, acrescentando-se que o Delegado Federal responsável conseguiu tirar do âmago de seu arcabouço jurídico um questionável "flagrante por formação de quadrilha". Não se enganem pobres telespectadores. Não se trata de uma Polícia eficaz e operante, mas sim do avanço do "Estado Policial", onde os mais elementares direitos dos cidadãos, ainda que investigados, são desrespeitados em rede nacional de televisão, ao mar das vezes para impor vingança ou destruir provas e estratégias dos opositores do regime petista. Paraopebas foi mera distração e demonstração da severidade do regime, mas a invasão da Kroll, o caso Anaconda e outros não menos divulgados, não. No caso Kroll, é claro o troco pelas investigações contra a cúpula petista vide Caseb, Gushiguem e até a filmagem em aeroporto do Sr. Valdomiro Diniz, homem forte de José Dirceu. No caso Anaconda o obejtivo por traz deptoda a pirotecnia eram as famigeradas fitas do caso Celso Daniel, aliás quem ouvir tais fitas talvez consiga entender o que ocorreu e certamente será mais um voz a ser calada. Não se enganem. A Policial Federal é a KGB do PT e o Estado Policial avança.................... Quem sabe quando invadirem a OAS ou algum escritório de advocacia da Avenida Liberdade o Sr. Ministro da Justiça se manifeste.

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