Consultor Jurídico

Notícias

Saldo da Anaconda

MPF pede condenação de juízes, advogados e delegados na Anaconda

Comentários de leitores

6 comentários

Tive a paciência de ler a "peça acusatória" ela...

Gilwer João Epprecht (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Tive a paciência de ler a "peça acusatória" elaborada pelas ditas procuradoras e a única conclusão possível é no sentido de que após procurarem causos, diga-se, de forma ilegal, nada concreto encontraram. Porém, alguma acusação teriam que fazer, e fizeram. Bem disse o ilustre Ministro no H.C. do nobre Juiz Cassem Mazloum ao mencionar o termo "risivel" em seu relatório. Na verdade, não há como entender o comportamento pequeno e hostil destas senhoras, especialmente com relação aos irmãos Mazloum, que a cada linha do imbroglio apresentado, demonstra suas retidões. O que se pode dessumir é tão somente a sanha pessoal delas, talvez pela orígem dos nobres magistrados que, ao longo de suas vidas, tanto pessoais, como profissionais, sempre agiram no mais absoluto cumprimento do dever, sem qualquer favorecimento a quem quer que seja. É possível que isto atrapalhava as intenções delas. E o que é pior, são promotoras de justiça de acordo com a lei. Isto não acontecia desde os tempos funestos do regime militar. Cuidado juizes e advogados. Ao que querem deixar claro as ditas procuradoras é a total proibição de julgar e advogar, a não ser de acordo com suas vontades. É muito triste

Essa operacao anaconda é mesmo uma piada, mas u...

Jefferson ()

Essa operacao anaconda é mesmo uma piada, mas uma piada de mau gosto. Só se fez acusações genéricas sem apontar a conduta concreta dos acusados. E agora também se pede a condenação de todos de forma genérica, sem apontar a conduta de cada um e sem apontar as provas concretas que levam a essa coclusão.

Que funçãozinha infame essa das Procuradoras da...

Jose George ()

Que funçãozinha infame essa das Procuradoras da República e do próprio MPF. Justamente para justificar o injustificável, provar o improvável, mistura suas atividades na mesquinhez do escândalo publicitário. A comunidade jurídica está ansiosa em saber como se condena cidadãos brasileiros sem as provas obrigatórias do cometimento do delito. Onde se encontra o helicóptero da quadrilha? Onde se encontra os corpos de oito pessoas assassinadas? Onde se encontra os milhões de dólares? Onde estão as sentenças vendidas? Quem comprou? Quem vendeu? Após 2 anos de grampo telefônico ilegal em milhares de telefones envolvendo diversas pessoas, não se fez um flagrante, não se tirou uma fotografia dos quadrilheiros, não se fez investigação de campo. Não se achou nada. Observem a pérola do absurdo do MPF: " As procuradoras da República, na conclusão do libelo, sustentam: “Os elementos probatórios coligidos nestes autos confirmam o cometimento, pelos réus, da conduta delituosa imputada na peça exordial: o crime de quadrilha ou bando que, como se sabe, é delito formal e autônomo, consuma-se no próprio momento associativo, independentemente da prática de quaisquer outros fatos delituosos. No caso em tela, todos os crimes perpetrados pelos integrantes da quadrilha são objeto de imputação em feitos separados”. Ora, é notório que, se não verificada a associação estável e permanente que vise à prática reiterada de crimes da mesma espécie ou não, ocorrendo a reunião para o cometimento de delitos em determinado momento de forma ocasional, é hipótese configuradora de concurso de agentes, e não de quadrilha. Se o os supostos "crimes perpetrados pelos integrantes da quadrilha" são reconhecidos pelo MPF como delitos autônomos, desconectados de uma associação de pessoas que se reunem para planejar e organizar crimes, resta claríssimo que nem o próprio MPF acredita na existência de quadrilha, caso contrário teria demonstrado a ação e participação específica de cada um dos denunciados em todos os delitos ditos autônomos, para o fito de demonstrar a conjunção integral de desígnios. Pior que isso, o MPF reconhece inclusive que "realmente, nem todos os integrantes da quadrilha se conhecem". O que leva, guardadas as devidas proporções, à seguinte conclusão: todos o que estão num hospital psiquiátrico são loucos, inclusive médicos, enfermeiros e demais funcionários; depois, numa análise autônoma, decidiremos quem é mais ou menos louco". Lamentável. Coisa de louco esse processo.

E quem vai reparar os danos causados à imagem d...

Scipião ()

E quem vai reparar os danos causados à imagem dos que tiveram seus nomes mencionados injustamente por razões de maquinações políticas, "vendettas", perseguições pessoais etc.? O Estado? Seus agentes? A mídia? Ou todos eles "in solidum"?

Eu acho que não precisa de decisão judicial, po...

Marin Tizzi (Professor)

Eu acho que não precisa de decisão judicial, pois se a PF e o MPF pedem a condenação é perda de tempo e desnecessário o julgamento. Aliás, aquele esqueleto apontado como chefe da quadrilha, que está num túmulo desde 1963, também deveria ser condenado pelas alegações finais. Aqueles dois juízes que ganharam passagens que pagaram também devem ser severamente punidos pelas alegações finais do MP. Para quê julgamento? Afinal, estamos no século XXI.

Parabens a PF e ao MPF por esse brilhante traba...

Marcelo (Servidor da Secretaria de Segurança Pública)

Parabens a PF e ao MPF por esse brilhante trabalho que a sociedade brasileira tanto desejava. Não esmoeçam. A luta é ardua, mas ao final o bem sempre triunfará

Comentar

Comentários encerrados em 29/10/2004.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.