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Caso Maluf

Juíza deve decretar bloqueio de bens de Paulo Maluf

A juíza da 4ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, Renata Okida, deve decretar o bloqueio dos bens do ex-prefeito, Paulo Maluf, e de mais 36 indiciados no processo que investiga o desvio de dinheiro público na construção da avenida Águas Espraiadas (hoje Roberto Marinho) e do túnel Ayrton Senna.

O Ministério Público também acusa pessoas físicas e jurídicas por manutenção de dinheiro no exterior. Dos 37 réus, 10 estão no exterior e 12 são estrangeiros.

O promotor Silvio Marques quer que Maluf devolva mais de R$ 5 bilhões aos cofres públicos. Ele não confirmou a informação de que o bloqueio de bens dos indiciados pela Justiça já foi decidido.

Essa é a maior ação da história da Promotoria em São Paulo. Para se ter uma idéia, em três anos, o MP juntou mais de 200 mil cópias de documentos. A ação da chacina do Carandiru, ocorrida em outubro de 1992, que resultou na morte de 111 presos, tem 10 mil páginas. O processo contra o juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto reuniu 15 mil páginas.

Revista Consultor Jurídico, 21 de outubro de 2004, 13h34

Comentários de leitores

1 comentário

TENHO ESPERANÇA. Quiça, o Ministério Público nu...

Nilton Ramos Inhaquite ()

TENHO ESPERANÇA. Quiça, o Ministério Público nunca venha a ser amordaçado e que a Justiça cumpra efetivamente o seu papel, punindo pessoas poderosas como o Sr Paulo Maluf, que nunca pagou pelos seus desmandos administrativos, que poderão ser caracterizados como CRIMES. Também, esperamos que a sociedade se envergonhe dos maus políticos e não vote mais neles, evitando-se assim essa absurda relação promíscua e a frase: "roubou, mas trabalhou". Quando um assassino arranca a cabeça de uma pessoa, a sociedade fica chocada. Sabem por quê ? Porque vítima e assassino são visíveis e o sangue também. Mas, quando um corrupto desvia milhões ou bilhões de rais, mata milhares de pessoas sem assistência nos hospitais, alimentos ou no relento, que morrem a míngua por aí. Porém, neste caso, a relação de causa e efeito não é imediata, então, o assassino não se vincula diretamente aos crime que resultam em milhares de mortes. É preciso que esses maiores assassinos sejam postos atras das grades, mesmo com seus colarinhos brancos encobrindo uma alma encardida. ABAIXO A CORRUPÇÃO. Nilton Ramos Inhaquite, advogado.

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