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Perda na Advocacia

Morre presidente da OAB da Paraíba, Arlindo Delgado.

Morreu na manhã desta terça-feira (30/11) o presidente da OAB da Paraíba, Arlindo Delgado. Ele estava internado no Hospital Unimed de João Pessoa desde o final da tarde do domingo (28/11), com insuficiência respiratória e pressão baixa. Arlindo Delgado estava internado na UTI, inconsciente e respirando com ajuda de aparelhos.

Arlindo Delgado morreu com 74 anos, era casado e tinha três filhos. Ele era presidente da seccional da OAB pela segunda vez consecutiva. Foi procurador-geral do estado e ex-conselheiro federal da OAB onde, inclusive, foi presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos. Nesta época, fez a primeira Conferência Internacional de Direitos Humanos, em Brasília.

Numa declaração, o presidente nacional da OAB, Roberto Busato, lamentou a morte de Arlindo Delgado. Busato destacou a vida cheia de méritos do advogado militante na Paraíba e sua responsabilidade perante a Seccional.

“A advocacia da Paraíba e a brasileira perderam um grande líder, um profissional absolutamente ético, um advogado lutador, um grande guerreiro que, mesmo na adversidade da doença, manteve-se sereno, equilibrado e ciente de sua responsabilidade diante da instituição e da comunidade em que vivia. Nós temos a lamentar, mas muito a aplaudir pela vida cheia de méritos, vitórias e de sólidas construções que foi a vida de Arlindo Delgado”, disse Busato.

Revista Consultor Jurídico, 30 de novembro de 2004, 12h36

Comentários de leitores

2 comentários

À Excelentíssima família do Dr. Arlindo Carolin...

Luís da Velosa (Advogado Autônomo)

À Excelentíssima família do Dr. Arlindo Carolino Delgado Meus mais puros sentimentos à família, dizendo, com tranquilidade de um cristão, católico, apostólico romano, de que a morte não é o fim. Já perdi inúmeros entes queridos, inesquecíveis, sempre saudade, mas em momento algum, diante das minhas convicções religiosas, alimentei a dúvida de que eles se encontram ao lado de Deus, no Paraiso. O nosso prezado colega, está entre nós para todo o sempre. Tudo que está derredor de nós, mesmo após a sua viagem que todos haveremos de fazer, nos fará que permaneça vivo em nossa memória as suas ações, a sua grandeza de espírito, a sua dedicação à causa que abraçou como inarredável da sua existência: fazer justiça. Realmente, a ausência física nos coloca diante de um vazio imenso, como falou Santo Agostinho. Como dizia Alceu Amoroso Lima, ipsis verbis: "A morte desdobra a vida porque começa um novo modo de viver. E, ao mesmo tempo, multiplica e comunica às coisas e aos acontecimentos o rastro de nossa existência terrena. A vida é uma plenitude... Ora, a morte é justamente o momento supremo da vida, que nos coloca no limiar dessa eternidade. Por isso mesmo é que os santos, em todos os tempos, a chamaram ou pelo menos a consideraram como sendo a própria porta da vida. Da vida verdadeira. Da vida que se completa e assume a sua própria e singular natureza. Se o direito supremo de cada homem é o direito à vida, o seu dever supremo é o de vivê-la em sua máxima integridade... E se o mal, a dor, o sofrimento, as injustiças, os absurdos em que a todo momento tropeçamos ao longo do caminho, se temos horror à morte, em suma, é porque a vida é mais forte do que a morte. Não foi preciso que São Paulo o dissesse e todos os santos e sábios o repetissem. Não foi preciso que a mensagem divina e as lições de todas as religiões o proclamassem - para sentirmos e pensarmos esse fato absoluto: a vida só é verdadeiramente vivida quando vem a morte e nos leva do tempo à Eternidade. A morte, portanto, é a chave do segredo da vida... Os mortos que nos são queridos passam a viver mais intensamente conosco depois da morte. Embora acompanhados dessa chaga incurável em vida, com que nos deixaram, ao passarem para a vida eterna... Ao partirem, os mortos que mais queremos, continuam a viver conosco uma vida quotidiana...Sempre ambígua, em sua natureza, ferindo e curando, , levando os nossos amores e os restituindo banhados de eternidade". (Jornal do Brasil, "Meditação sobre a morte"). Sentido.

Dr. Arlindo Carolino Delgado era Presidente da ...

Janice Agostinho Barreto Ascari (Procurador da República de 2ª. Instância)

Dr. Arlindo Carolino Delgado era Presidente da OAB/Paraíba e pai do Procurador da República Dr. Yordan Moreira Delgado. Nós, do Ministério Público Federal, lamentamos duplamente a perda.

Comentários encerrados em 08/12/2004.
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