Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Sem moleza

Presidente do STJ diz que Judiciário precisa trabalhar mais

Por 

Em um clima marcado pela descontração e informalidade, o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Edson Vidigal, disse neste sábado (27/11) que o Poder Judiciário brasileiro precisa “trabalhar mais”. A declaração foi dada a uma platéia de mais de 200 advogados que estão reunidos desde sexta-feira (26/11) no Hotel Bourbon, em Atibaia, para o XXIX Encontro de Presidentes de Subsecções da OAB paulista.

O ministro comentava que tudo no Brasil funciona em horários estendidos, menos o Judiciário. “O comércio funciona em três expedientes e a indústria roda o dia todo. O Judiciário funciona de manhã ou pela tarde. Depois reclamamos que há muito trabalho. Temos que fazer uma campanha forte no Brasil para obrigar o Poder Judiciário a trabalhar mais”, ressaltou.

Vidigal disse que desde que assumiu a presidência do STJ já vem implantando várias mudanças que têm surtido bons resultados. Como exemplo citou o fato de o tribunal funcionar agora em dois expedientes e distribuir as decisões em três horários diferentes. “Vamos fechar o ano com a distribuição de processos zerada. Não haverá nada encalhado nos corredores. Não precisei de reforma. É apenas vontade política de fazer”, afirmou.

Vestido com a camiseta da Ordem dos Advogados do Brasil, a exemplo da maioria dos ocupantes da mesa, Vidigal chegou ao auditório do hotel acompanhado do presidente da OAB paulista, Luiz Flávio Borges D’Urso, e do ex-presidente nacional da entidade, Rubens Approbato Machado.

Vidigal cativou a platéia ao contar ‘causos’ e piadas para ilustrar seu discurso. Durante exatamente uma hora e meia, o presidente do STJ tratou de assuntos como a morosidade do Poder Judiciário, a revisão do pacto federativo e suas realizações à frente do tribunal.

Falando sempre em tom baixo, o discurso de Vidigal chegou a provocar o cochilo do presidente da mesa, Fernando Guimarães Souza, presidente da Secção da OAB de São Bernardo do Campo. Mas o cochilo durou pouco e ele despertou com os risos da platéia por causa das piadas de Vidigal.

O presidente do STJ criticou os juízes que reclamam do salário e foi aplaudido de pé pelos advogados. “Magistrado que reclama que ganha mal, pede demissão e vai embora”, alfinetou.

Após conquistar a simpatia dos advogados que participavam do encontro, Vidigal aproveitou para fazer propaganda e lembrou algumas novidades que receberam a aprovação do público como a criação do Diário da Justiça on line e a transmissão das sessões do STJ pela Internet.

 é jornalista

Revista Consultor Jurídico, 27 de novembro de 2004, 18h48

Comentários de leitores

2 comentários

E espero que quem assumir suas funções não tenh...

Franklin Delano Rossevelt ()

E espero que quem assumir suas funções não tenha um filho denunciado por crime grave como o do senhor!!!... Isto é total falta de decoro e deveria levar a seu impeachment!!!... Aliás, deveria ser objeto de análise pelo CNJ que o senhor tanto quis!!!...

Sabemos bem que o Ministro Vidigal, a despeito ...

Franklin Delano Rossevelt ()

Sabemos bem que o Ministro Vidigal, a despeito de falar muito, não sabe lá muito sobre o que se refere!!!... Quando indicado, pelo senhor Sarney, para o STJ, era um obscuro radialista que não sabia distinguir mútuo de comodato!!!... Agora, como quer bajular as entidades de classe com evidentes fins políticos, ajuda a descreditar a Justiça com perigosas manifestações que colocam a opinião pública contra ela, inventando críticas artificiais!!!... Tenha dó, senhor Vidigal, já não chegam as críticas fundadas!!!... O senhor ataca o estado democrático de Direito de forma irresponsável para fazer bonito para um bando de gente que quer ver o circo pegar fogo porque quando pior, para os advogados, melhor!!!... Espero que o senhor saia logo das funções que ocupa e espero que alguém mais inteligente e correto as assuma!!!...

Comentários encerrados em 05/12/2004.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.