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Água fresca

Desembargadora diz que juízes do interior do Pará são preguiçosos

Os juízes do interior do estado do Pará são “preguiçosos”. A declaração foi feita pela presidente do Tribunal de Justiça do Pará, desembargadora Maria Nazareth Brabo de Souza, durante sessão do Pleno.

A presidente do TJ disse estar insatisfeita com os magistrados das comarcas do interior que pedem remoção para outros municípios depois de pouco tempo de serviço. Tem caso de juiz pedindo transferência depois de dois meses. "Não fica bem. O interior é um aprendizado para todos nós", afirmou,

Segundo o jornal O Liberal, as palavras de Maria Nazareth foram endossadas pela corregedora do tribunal, desembargadora Carmencin Cavalcante. "Há juízes que não se dedicam, que faltam. Não há como prestigiar um profissional preguiçoso".

Lembrou ainda que geralmente o magistrado que pede remoção é o que apresenta pior desempenho funcional. Além disso, atuar com apenas um juiz, enquanto outro está de férias ou de licença, resulta num acúmulo de trabalho que dificilmente poderá ser superado por completo.

A presidente da Amepa (Associação dos Magistrados do Pará), desembargadora Raimunda Gomes Noronha, disse que eventuais falhas de desempenho não envolvem a maioria. "Existem falhas, mas são casos isolados. A maioria dos juizes honra o dever de magistrado".

O maior número de juizes do Pará está concentrado no interior, em 104. Na capital, existem 29 varas cíveis e 20 penais. Ao todo, são 365 profissionais registrados na Amepa.

O presidente da OAB - Seção do Pará, Ophir Cavalcante Jr., diz que a entidade recebe reclamações contra juízes em todo o estado. "A Ordem vem denunciando esse fato há muito tempo. Há magistrados que despacham quando querem", criticou.

A OAB-PA apelou ao Tribunal de Justiça para que adote medidas que garantam atendimento adequado à população do interior. " Queremos apenas que os juizes cumpram o seu dever, já que são pagos com dinheiro público para isso".

Revista Consultor Jurídico, 25 de novembro de 2004, 16h51

Comentários de leitores

7 comentários

Ô Ismerino. Teu comentário é razoável. Afinal t...

Ampueiro Potiguar (Advogado Sócio de Escritório)

Ô Ismerino. Teu comentário é razoável. Afinal tu és de Governador Valadares. Doidinho para ir trabalhar nos USA. Deixa de preguiça mental. Nós é que devemos consertar este país. A `ladruagem" está no Brasil inteiro. Numa relação de juizes que respondem inquérito, não há um sequer do RN. Nem do RS. Tudo é relativo. Queres ver: se o Nordeste e parte(?) do Norte for dada em pagamento aos americanos, primeiro, será que eles aceitam? segundo, a parte americana invadirá Minas e o resto. Tu ficarás numa boa. Valadarense fala inglês, pois não? Quanto à preguiça, uma aqui, outra acolá, dá-no-que-dá. Vamos trabalhar, Ismerino.No Brasil.

É por isso que estou seriamente inclinado a ir ...

João Marcos Mayer (Advogado Assalariado - Ambiental)

É por isso que estou seriamente inclinado a ir advogar no Iraque ou no Afeganistão. Lá, se as coisas não andarem .....

Se essa desembargadora viajasse o Brasil afora ...

Dalben (Advogado Autônomo)

Se essa desembargadora viajasse o Brasil afora ou lesse as noticias jurídicas se certificaria que nao é somente no Pará que a justiça se distanciou da população. Recente boletim publicado pela OAB nos informa que a justiça (?) em SP é cinco vezes mais lenta que a do RS, que por sua vez é mais lenta que a do RJ. O que se constata é que onde não existe obrigação de trabalho ou de mostrar eficiência, nem mesmo os juizes servem de exemplo a ser seguido. O correto seria impor sanções aos juizes que se distanciaram da sua funçao. Quiçá o recém criado Controle Externo do Judiciário sirva efetivamente para alguma coisa em prol do cidadão. Agora, também não adianta essa desembargadora soltar essa frase de puro efeito eleitoral, e na próxima eleiçao ser candidata a algum cargo politico. Assim já o fez uma juiza do Rio de Janeiro. Após ganhar alguma notoriedade em um único julgado, deixou de lado a magistratura e foi lá para Br'asilia , onde hoje reside confortavelmente na condição de deputada federal. E a justiça? acho que nunca mais ela tocou no nesse assunto, que, em todo caso, foi seu patamar eleitoral. Por enquanto é dificil ver sinceridade em tal assertiva. A nao ser que venha seguida de algo concreto em auxilio do jurisdicionado.

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