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Hora da escolha

Defensores públicos querem apoio para escolha de representante

O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Edson Vidigal, recebeu um grupo de defensores públicos da União na semana passada. Eles solicitaram ao ministro que intercedesse junto ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para que o próximo defensor público-geral da União seja escolhido de uma lista tríplice encaminhada ao Palácio do Planalto.

Vidigal recebeu o documento e informou que vai enviar o pleito da categoria ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. A lista, preparada entre os dias 27 de maio e 21 de junho, aponta os defensores José Rômulo Plácido, de Teresina (PI); Eduardo Flores Vieira, de Porto Alegre e Ariosvaldo de Góis Costa Homem, do Rio de Janeiro.

O presidente da Associação dos Defensores Públicos da União, João Alberto Franco, explicou que a mobilização da categoria se deve ao fato de que outros defensores, atuando em desacordo com as diretrizes da entidade, buscam a indicação do presidente Lula para o posto. A escolha com base na lista tríplice ocorre desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, segundo o STJ.

"Apesar de não haver previsão legal, advogamos que o próximo defensor público-geral saia da lista preparada pela entidade que representa a categoria. Porém, devido à mobilização de outros defensores, estamos aqui no STJ pedindo o apoio do ministro Edson Vidigal, que é uma pessoa com bom trânsito junto aos mais diversos setores dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. E, durante a nossa conversa, o ministro nos informou que apresentaria o nosso pedido ao ministro da Justiça", disse João Franco.

O documento relata o processo de eleição para se chegar até a lista com os três nomes mais votados. Da audiência participaram, além do presidente da associação, os defensores André do Nascimento Del Fiaco, Alexandro Tertuliano da Costa Pinto, Ariosvaldo de Góis Costa Homem, Benedito Gomes Ferreira e Holder Marcelo da Silva.

Revista Consultor Jurídico, 22 de novembro de 2004, 9h04

Comentários de leitores

2 comentários

A DEFENSORIA PUBLICA tem o dever constitucional...

Amélia Soares da Rocha (Defensor Público Estadual)

A DEFENSORIA PUBLICA tem o dever constitucional de conferir acesso a Justica aos necessitados e, no exercicio de sua missao constitucional de carreira de Estado que é, tem que lutar para existir com dignidade. Uma Defensoria Publica forte significa cidadania. Ela, por ainda nao ter sido efetivada nao foi capaz de demonstrar toda a sua essencialidade e forca transformadora. O seu crescimento, infelizmente, por resolver, assusta. Defender o necessitado é defender o fim de praticas atentatorias a dignidade, é combater a pobreza, é firmar uma rede convergente de cidadania, o que so uma instituicao forte e independente tem condicoes de fazer.

Eduardo Peres F Câmara (Advogado Autônomo - Bra...

Eduardo Peres F Câmara ()

Eduardo Peres F Câmara (Advogado Autônomo - Brasília - DF) 07/06/2005 - 11:12 É engraçado!!!!!. todas as vezes em que o Estado se fragiliza por notícias de desmandos e corrupção, as categorias de servidores públicos mais bem remuneradas, especialmente do judiciário, verdadeiras AVES DE RAPINA DO CONTRIBUINTE BRASILEIRO, abrem as asas, querendo beber mais sangue do povo brasileiro. Assim foi, recentemente, com os Agentes da Polícia Federal, que se inscreveram e tomaram posse no concurso para essa categoria e de repente resolveram pedir EQUIPARAÇÃO aos Delegados da Polícia Federal, sem se submeterem ao concurso específico, muitíssimo mais complexo, juridicamente, e concorrido. Aceitar isso seria, como muito bem disse o Ministro da Justiça, Márcio Thomás Bastos, a morte dos concursos públicos. Agora, vem essa palhaçada de procuradores, advogados-empregados do Estado quererem se equiparar a Juizes de Direito. Ora: Por que não fazem o concurso para Juiz de Direito? Que "equiparação" é essa? E com esse argumento ridículo de RESGATE DE DIGNIDADE. Uma ova! Por que não pedem demissão e não vão advogar como eu e mais 400.000 no Brasil, enfrentando aluguéis caros de salas, secretárias, livros caríssimos, falta de clientes, pagamento de água, luz, condomínio e IPTU? Por que alguém se forma numa Faculdade de Direito para ser PROFISSIONAL LIBERAL, não ter patrão e assim que consegue a inscrição na Ordem, se coça todo pra ser ADVOGADO EMPREGADO? O Ministro Marco Aurélio Mello do Supremo é a pedra de toque nessa questão. Disse ele certa feita qu servidor público de formação acadêmica de Direito, inclusive os Min istros do Supremo, que não estejam satisfeitos com seus salários devem pedir demissão e IR ADVOGAR. O que vale ganhar R$ 10.000,00 por mês se um divórcio só que um advogado faz , vale R$ 3.000,00? Você faz 6 num mês e já está com o "salário" de um Ministro do STF. Recente levantamento da remuneração de advogados no Rio de Janeiro e São Paulo constatou que um advogado sócio de um escritório de médio renome tira por volta de R$ 30.000,00 mensais. Por que será então que Prmotores de Justiça, Defensores Públicos, Procuradores da República, inteligentíssimos , não pedem o boné e não se candidatam a bancas de advocacia como as de Sérgio Bermudes no Rio e Demarest em São Paulo? Passaram no concurso público, mas será que passariam no teste dessas bancas? Párem de pressionar o miserável contribuinte brasileiros! Tenham dignidade. Demitam-se e provem que têm valor e saber !!! Esse hén-nhém -nhém não encontra mais nenhum eco na Sociedade brasileira, que tem uma média salarial de R$ 900,00 mensais e tem de pagar salários astronômicos para uma horda de ociosos prepotentes, alguns tentando ainda dar " carteiraços" em policiais e outras autoridades!!!!

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