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Posição mantida

Pai e filho terão de pagar indenização milionária a Lars Grael

O empresário Carlos Guilherme Lima e seu filho Carlos Guilherme de Abreu, acusados pelo acidente que decepou a perna de Lars Grael, terão de pagar cerca de R$ 2 milhões por danos emergenciais (quando a vítima fica impedida de trabalhar), pensão vitalícia de mais de R$ 7 mil e indenização por dano moral de R$ 500 mil, ao iatista.

Ficou determinado, ainda, o pagamento de R$ 50 mil para tratamento fisioterápico e para a compra, adaptação e manutenção das próteses até a morte de Lars Grael. Honorários médicos de R$ 24 mil, despesas hospitalares de R$ 9 mil e R$ 120 por cada muleta canadense, também entram na conta. A sentença dada pela juíza Mirella Correia de Miranda Alcântara Pereira, da 3ª Vara Cível de Niterói, nesta terça-feira (30/3) mantém a sentença da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio.

Fim de treino

Lars Grael treinava na Praia de Camburi para a 44ª Taça Cidade de Vitória de Vela, em setembro de 1998, no Espírito Santo, quando seu veleiro foi atingido pela lancha conduzida por Carlos de Abreu Lima. O piloto invadiu a área da competição e a hélice do barco decepou a perna direita do iatista Exame toxicológico constatou que Carlos de Abreu estava sob efeito de álcool. No recurso, os réus alegaram cerceamento de defesa e que a responsabilidade pelo acidente é do Iate Clube de Vitória, que retirou a competição da enseada e levou para o canal de acesso ao Porto de Tubarão.

O relator rejeitou os argumentos e disse que o dano moral é calculado para punir o responsável e dar a justa reparação para alguém que perdeu uma perna. O desembargador Humberto Manes considerou que o laudo pericial naval foi injustamente atacado pelos réus, uma vez que nada mais fez que confirmar a culpa do condutor da lancha, no caso Carlos Guilherme de Abreu e Lima. Ele dirigia a embarcação de propriedade de seu pai, Carlos Guilherme Lima.

“Todas as provas técnicas corroboraram a culpa exclusiva do condutor da lancha, e o exame realizado pelo DML mostrou a presença de álcool no sangue do piloto da lancha, o que poderia comprometer suas funções psico-motoras”, destacou o relator.(TJ-RJ)

Revista Consultor Jurídico, 30 de março de 2004, 20h12

Comentários de leitores

3 comentários

A reparação obtida pelo iatista LArs Grael é ma...

J.Henrique de L.Portella Jr ()

A reparação obtida pelo iatista LArs Grael é mais do que justa tendo em vista o que fez ,faz e fará - estou certo - ainda fará pelo esporte brasileiro. Infelizmente indenizações deste porte não são muito comuns na justiça brasileira. Se a vítima fosse um iatista desconhecido ou uma pessoa comum receberia como reparação pelos danos morais os 100 salários mínimos de sempre, fora as despesas, caso as comprovasse. Sem dúvida os Tribunais poderiam fixar o valor das reparações de acordo com o dano e a dor causado a vítima e sua família que sem dúvida na esmagadora maioria dos casos é muito superior a 100 salários mínimos "tabelados" pelas cortes superiores

Jovens ricos e irresponsáveis agasalhados pela ...

Daniela Hichuki ()

Jovens ricos e irresponsáveis agasalhados pela posição social que ocupam e pelo bom nome que carregam cometem os mais diversos absurdos sem nada acontecer; situação que felizmente está mudando. A justa reparação dos danos, inclusive morais, aplicadas neste caso nos leva a crer um pouco mais na nossa tão desacreditada justiça.

Ainda bem que o réu possuí patrimônio para paga...

Igor Garcia ()

Ainda bem que o réu possuí patrimônio para pagar o montante, diferentemente da maioria dos danos morais que até a sentença da execução do quantum o réu já está "prá lá de insolvente"

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