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Tentativa de assassinato

Advogado de Santos leva tiros de suposto cliente em seu escritório

O advogado criminalista Walter de Carvalho sofreu uma tentativa de homicídio na tarde de quarta-feira (24/3) em Santos, São Paulo. O criminalista de 62 anos recebeu em seu escritório um cliente, que havia agendado encontro no dia anterior, e foi atingido por três tiros à queima-roupa.

O criminoso, que se apresentou como Fernando Silva, fugiu com um comparsa que o aguardava em uma moto no estacionamento do escritório. O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato, divulgou nota de repúdio à tentativa de assassinato.

O suposto cliente entrou na sala de Carvalho, onde também estava uma funcionária, sacou a pistola e efetuou quatro disparos. A funcionária conseguiu se proteger sob a mesa, mas o advogado foi atingido duas vezes na região abdominal e uma no braço.

No momento da tentativa de homicídio, dez pessoas trabalhavam em outras dependências do escritório. Nenhuma delas chegou a ser ameaçada pelo criminoso, que demonstrou ter o advogado como único alvo e deixou o escritório sem levar nada.

Walter de Carvalho, que tem 35 anos de profissão, foi levado às pressas para a Santa Casa de Santos e submetido a duas cirurgias. Os dois primeiros tiros perfuraram o fígado e um dos pulmões. O estado do advogado é considerado grave.

Leia a nota de repúdio da OAB

O Conselho Federal da OAB lamenta profundamente o acontecido na cidade de Santos, um indicativo de que a advocacia também está desamparada em sua segurança. Já conversei com o presidente da Seccional da OAB em São Paulo, o eminente advogado Luiz Flávio D´Urso, e iremos tomar todas as providências cabíveis no sentido de assegurar a manutenção das prerrogativas e segurança da advocacia naquele Estado.

Cabe à Ordem lamentar profundamente este estado de insegurança que vive o País. Recentemente o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, foi assaltado dentro de um carro em São Paulo e teve seus pertences pessoais levados. O ministro do Superior Tribunal de Justiça, Luiz Fux, foi gravemente agredido no Rio de Janeiro por bandidos que entraram em seu apartamento para roubá-lo.

Agora um advogado é quase assassinado dentro de seu próprio escritório por uma pessoa que se passou por cliente, no momento em que prestava seus serviços.

Enfim, esses episódios lamentáveis talvez sensibilizem ainda mais o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que tem se mostrado seriamente preocupado com a segurança até mesmo de marginais de alta periculosidade e quer dotar de instrumentos de informática os estabelecimentos carcerários para que eles tenham seus depoimentos tomados por meio desses instrumentos.

Clamamos por proteção aos cidadãos que estão na rua e trabalhando em seus escritórios, prestando sua colaboração para manter aquele Estado na condição de mais pujante do País". (OAB)

Revista Consultor Jurídico, 25 de março de 2004, 13h29

Comentários de leitores

6 comentários

Quero neste momento prestar meus pesares aos fa...

Flavio Correa Rochao (Advogado Autônomo - Família)

Quero neste momento prestar meus pesares aos familiares e também a todos aquelas próximas (funcionários, estagiários, advogados e amigos). O meu contato com Dr. Walter de Carvalho, foi por voltar de 1986, porém acompanhava sua carreira de glórias. Esperamos, que a OAB participe com dedicação no intuito de que as investigações sejam céleres, para que esse caso seja esclarecido o mais rápido que possível.

É com grande pesar que recebo a notícia de que ...

Silas Gonçalves Mariano (Advogado Autônomo)

É com grande pesar que recebo a notícia de que um colega, em seu próprio escritório, sofre tentativa de homicídio, investido por seu próprio cliente. Tal circunstância serve para haver uma reflexão profunda entre todos da classe dos advogados brasileiros, já que a Ordem esta investida de todo um acervo com a finalidade de proteger a população contra os maus advogados. Não se discute a plausibilidade de tal medida, até porque, dada a nobreza da atividade advocatícia e sua importância perante a Sociedade, faz-se necessário sim separar o joio do trigo. Mas indaga-se: O que a Ordem do Brasil tem feito para proteger os advogados contra os maus clientes? Ora, para o exercício da advocacia, faz-se necessário haver tranqüilidade do advogado, a qual começa-se em saber, pelo menos, o perfil da pessoa que tem defendido ou tente contratá-lo, circustância que no futuro pode ser de grande valia. E sempre existe aquele velho ditado que o pior inimigo do advogado é seu próprio cliente. (estou começando a acreditar que sim). Costumo freqüentar muito os fóruns e tenho contato com inúmeros colegas que já tiveram problemas sérios com maus clientes, o que demonstra não ser casos isolados. Será que já não chegou a hora de se criar um BANCO DE DADOS NACIONAL, os quais todos os advogados possam ter acesso e ao menos saber que a pessoa que lhe esta contratando ou que esteja sendo defendida não seja a mesma que no futuro lhe causará grandes dores de cabeça. Eu sei que a advocacia não tem finalidade comercial, mas por analogia, pode-se utilizar o sistema de proteção de crédito, onde os comerciantes costumam se respaldar para realizar crédito a determinado consumidor. Em tais cadastros poderiam-se incluir àqueles que procuram a Ética da OAB cujos reclamos possuam nítida improcedência e fins escusos; àqueles que investem contra a integridade física ou moral dos advogados, enfim, todos aqueles clientes que se utilizam de medidas subvertidas para causar algum dano aos advogados, por conta da atividade profissional desenvolvida. Enfim, aproveitando o infeliz ocorrido com o colega, lanço a sugestão acima, para que haja uma reflexão daqueles que foram eleitos para defender-nos!!!.

Lamentável. Infelizmente todos os advogados bra...

Ricardo Carvalho ()

Lamentável. Infelizmente todos os advogados brasileiros que atuam na area criminal estão sujeitos a bandidos desta espécie que não respeitam a atividade profissional do advogado e se acham no direito de ir ao escritório matar um cidadão que está honestamente trabalhando. Nestes momentos reflito sobre a inexistência da pena de morte no Brasil, acho que em muitos casos seria a solução mais adequada. Boa Sorte ao colega baleado no exercicio da profissão, torço pela sua recuperação.

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