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Caso Waldomiro

Ajufe desagrava juíza citada em depoimento sobre o caso Waldomiro

A Associação dos Juízes Federais (Ajufe) divulgou nesta quarta-feira (24/3) nota de desagravo em favor da juíza Maísa Giudice, da 17ª Vara federal de São Paulo.

A juíza foi citada no depoimento do presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Matoso, à Comissão de Fiscalização e Controle do Senado. O depoimento foi colhido pelos senadores na esteira das denúncias que envolvem ex-assessor do Planalto Waldomiro Diniz e a empresa GTech.

Matoso insinuou que a culpa da renovação do contrato da CEF com a empresa é de uma liminar concedida por Maísa. A juíza é autora de decisão que impede a CEF de fazer licitação para o serviço contratado com a GTech.

Segundo a Ajufe, a afirmação do presidente da CEF "merece total repúdio, pelo uso do nome da citada magistrada como pretexto para os problemas ora investigados".

Leia a nota:

NOTA DE DESAGRAVO

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE) deplora o modo como o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Sr. Jorge Matoso, referiu-se à Juíza Maísa Giudice em seu depoimento no Congresso Nacional, na data de ontem.

A declaração, feita na tentativa de explicar o relacionamento da CEF com a Gtech, merece total repúdio, pelo uso do nome da citada magistrada como pretexto para os problemas ora investigados. Cuida-se de colega honrada, que decidiu regularmente processos judiciais que estavam a seu cargo. Se a CEF não recorreu, ou perdeu os recursos interpostos nos tribunais, certamente a responsabilidade não é da juíza Maísa ou dos magistrados que apreciaram os recursos.

Certamente o presidente da CEF, em um momento de maior serenidade, refletirá que não são as decisões judiciais a causa de problemas administrativos ou gerenciais da empresa.

Brasília, 24 de março de 2004.

Paulo Sérgio Domingues

Presidente da AJUFE

Revista Consultor Jurídico, 24 de março de 2004, 16h24

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