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Julgamento adiado

Laudos mostram culpa de piloto de lancha no acidente de Lars Grael

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Os laudos -- policial, naval e da Capitania dos Portos -- confirmam a culpa de Carlos Guilherme de Abreu Lima no acidente em que o iatista Lars Grael perdeu a perna. A afirmação é do desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Humberto Manes, relator do processo.

Nesta terça-feira (23/3), o relator votou no sentido de manter a sentença de primeira instância, que condenou o empresário Carlos Guilherme Lima solidariamente. Ele é o dono da lancha pilotada pelo filho no acidente que decepou a perna do iatista em setembro de 1998, no Espírito Santo. O julgamento, no entanto, foi adiado 5ª Câmara Cível do TJ do Rio porque o revisor Roberto Wider pediu vista do processo.

Segundo Manes, “todas as provas técnicas apontam para o condutor da lancha”. Ele lembrou que o filho do empresário colidiu com a embarcação de Lars Grael e que o dano moral é calculado para punir o responsável e dar a justa reparação para alguém que perdeu uma perna.

O pedido de vista refere-se, segundo informações do TJ-RJ, tão somente ao valor da indenização. Ainda falta o voto do desembargador Paulo Gustavo Rello Horta.

De acordo com informações divulgadas pelo TJ-RJ, na sentença de primeira instância, a juíza Mirella Correia de Miranda Alcântara Pereira, da 3ª Vara Cível de Niterói, condenou pai e filho a pagarem R$ 1,9 milhão por danos emergenciais (quando a pessoa fica impedida de trabalhar), pensão vitalícia no valor de R$ 7,3 mil e indenização por dano moral de R$ 500 mil.

A juíza também determinou o pagamento de R$ 50 mil para tratamento fisioterápico e para a compra, adaptação e manutenção das próteses até a morte de Lars Grael, além de honorários médicos no valor de R$ 24,2 mil, despesas hospitalares no valor de R$ 9 mil e R$ 120 por cada muleta canadense.

Lars Grael é atualmente secretário de Juventude, Esporte e Lazer do Estado

de São Paulo. Em 1998, ele treinava na Praia de Camburi para a 44ª Taça Cidade de Vitória de Vela, quando seu veleiro foi atingido pela lancha conduzida por Carlos de Abreu Lima, que invadiu a área da competição. O iatista teve a perna direita decepada pela hélice do barco de Lima.

Cristiane Crelier é repórter da Gazeta Mercantil.

Revista Consultor Jurídico, 23 de março de 2004, 17h18

Comentários de leitores

3 comentários

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Wilson ()

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"¨¨¨¨¨que invadiu a área da competição.¨¨¨¨" nã...

Simão, Wilson (Outros)

"¨¨¨¨¨que invadiu a área da competição.¨¨¨¨" não sei se essas são as mesmas palavras que acompanham o processo, se for esse o caso , o perímetro da mencionada área de competição deveria estar devidamente “demarcado” pelos organizadores do evento com “bóias e bandeiras de sinalização(assim como fazem os pescadores com suas redes)” de modo não permitir a presença de nenhum desavisado. Como nunca vi isso em competições navais no litoral do Rio de Janeiro e eu mesmo já invadi essas áreas sem notar (a péssima sinalização), existe uma ambivalência que não foi considerada no processo, cabendo tanto ao condutor da lancha como o próprio Grael acionarem os organizadores do evento.

Geralmente não faço isso...acho que é jogar for...

Simão, Wilson (Outros)

Geralmente não faço isso...acho que é jogar fora, mas vá lá. "¨¨"Os laudos??"¨¨" Considerando que um barco a remo ou a motor independe da força dos ventos e pode ser controlado facilmente a ponto de evitar uma colisão, pelo código de transito naval, não é preciso provar nada para dizer de quem é a preferência numa rota de colisão. *¨¨¨¨"ele treinava na Praia de Camburi para a 44ª Taça Cidade de Vitória de Vela, quando seu veleiro foi atingido pela lancha conduzida por Carlos de Abreu Lima, que invadiu "a área da competição". O iatista teve a perna direita decepada pela hélice do barco de Lima."¨¨* Pelo que vejo, nesse julgamento existem vários fatores a ponderar e vários responsaveis a serem ouvidos "que acredito eu" nem sequer foram mencionados no processo. Para entender, basta que nos reportarmos ao ano de 3000 A.C e nos ocupar em decifrar as lógicas que deram origem as leis marítimas de transito elaboradas por Hamurabi...eu posso resumir. Senhores, qualquer embarcação que depende de duas forças "do vento" e a "inercial", já naquela eopoca era considerada impossibilitada de manobra por vários motivos, e o principal deles é o encalhe ou colisão com os recifes devido perda da força inercial decorrente da falta da outra, que cessa por ocasião da mudança de ângulo da quilha da embarcação com a direção do vento. Por esse motivo, e nenhum outro no caso dessas colisões o condutor de um barco a vela é isento de culpas mesmo se colidir com uma tocada à remo. No entanto é interessante lembrar que a embarcação de Grael não conduzia riquezas , embora fosse super moderna fabrica 4000 anos depois dessa lei e que tratava-se de um Catamara super veloz “”Um casco feito com duas embarcações superfinas unidas numa só estrutura - Uma "maquina eolica" elaborada para correr com o vento equilibrada em apenas um dos cascos até mo momento da colisão tratava-se apenas de uma embarcação de recreio similar ao do Carlos Guilherme de Abreu Lima, mas que, no instante da colisão dependendo do angulo com vento ( traves ) poderia estar com velocidade 5 vezes superiores ao próprio vento e conseqüentemente superior ao deslocamento da lancha, nesse caso só ele o próprio Grael “poderia ou não” evitar a colisão. Além dele, os organizadores do evento e a própria capitania deveriam ser ouvidos para saber se a área do evento semelhante ao corredor da travessia dos aero barcos na baia de Guanabara encontrava-se demarcada para evitar colisões com as maquinas voadoras?

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