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Comentários de leitores

9 comentários

Pelos fatos apresentados, acredito que houve um...

Cristiano Candido (Advogado Sócio de Escritório - Tributária)

Pelos fatos apresentados, acredito que houve uma grande falta de ética por parte do Sr. "Zeca Pagodinho". Dane-se a preferencia dele por cerveja... contrato é contrato. Se não queria, por que aceitou a proposta? hahahaha mas eu gostei mesmo foi da propaganda da Nova Schin "prato do dia - TRAÍRA"....

Cabe a Schin requerer as multas diárias e també...

Igor Garcia ()

Cabe a Schin requerer as multas diárias e também reivindicar o sucedâdeo das perdas e danos provenientes do comercial. Jamais achará a panacéia dos contratos em caso de descumprimento dos memos, a não ser pelas cláusulas penais cumulado com as perdas e danos. Não obstante, a falta de caráter exposta pelo cantor e pela Ambev, retrata o capitalismo selvagem no qual estamos vivendo e tristemente aquiescendo.

Deixando o lado jurídico, o que não dá para ent...

Andre Kalabian ()

Deixando o lado jurídico, o que não dá para entender como é que a Ambev, com tanta gente boa por aí, se arrisca a contratar um cidadão desse com o pagamento de uma milionária multa rescisória! Enquanto as Lojas Marabraz, investiram pesado em Zezé de Camargo e Luciano, as Casa Bahia explodiram suas vendas utilizando um garoto propaganda totalmente desconhecido e que faz o maior sucesso.

Ponderamos ! O aspecto jurídico é um ! O asp...

Advogado de Guarulhos-SP (Advogado Autônomo)

Ponderamos ! O aspecto jurídico é um ! O aspecto social e cultural é outro ! Os comentários do colega de Goiás, Rozemberg Vilela da Fonseca, em parte tem procedência, vez que sem a observação concreta e cautelosa dos instrumentos contratuais celebrados entre Zeca Padoginho / Schin / Ambev, não há como se chegar a um juízo de valor justo e correto. Todavia, o Magistrado que concedeu a liminar para a retirada do comercial da mídia nacional teve acesso direto a tais documentos, porquanto deferiu a medida liminar com base em documentos e não só em fatos ou na sua própria concepção (“gosto ou não do cantor”) Por outro lado, se o cantor declarou a mídia especializada que já realizou comerciais “gratuitamente” para cerveja Brahma e que não poderia viver “escondendo” a sua preferência para com o público em geral, deveria, outrossim, ponderar mais, o artista, sobre a sua opção contratual para com a marca adversária que mais cresce no Brasil. Ora, a liberdade de expressão é garantia do cidadão brasileiro! Entretanto, o aspecto ético invocado pelos demais autores dos comentários deste artigo também merecem procedência, vez que a ética e a moral são elementos fundamentais para a definição do caráter do profissional. Assim, se o pagodeiro Zeca Pagodinho aceitou a proposta da schin, RECEBENDO PARA ISTO, deveria ao menos, se abster de comercial que justamente faz referência àquele que acabara de fazer. Isto é imoral ! Quanto a responsabilidade, esta, deve ser solidária e não apenas do realizador do comercial, pois em verdade o artista concordou em exibir as imagens que gravou, ou seja, o cantor concordou com aquilo que estava fazendo de forma cociente. Portanto, em caso de indenização, deve o pagodeiro ser incluído na parte passiva da obrigação. É o que penso!

Um adendo. O artista Zeca Pagodinho fez a únic...

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Um adendo. O artista Zeca Pagodinho fez a única coisa que jamais poderia ter feito. Tornar-se um trânsfuga. Nenhum empresário sério confiará mais nele para associar seu produto à imagem de um traidor. Eu, que nunca simpatizei muito com ele - uma dessas antipatias gratuitas, que não tem explicação, algo de incômodo que não se compatibiliza com a presença do outro, tenho uma certeza: nunca mais compro nada, nenhum produto ou serviço que seja divulgado ou associado ao Zeca Pagodinho, porque ele não inspira a menor confiança. E esta, a confiança, esta para as relações como a respiração está para a própria vida, uma não vive sem a outra. (a) Sérgio Niemeyer

Justamente porque o pagodeiro vive de sua image...

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Justamente porque o pagodeiro vive de sua imagem é que deve utilizá-la de modo ético. O direito moderno não admite mais desvios sob o pretexto de se tratar de um direito absoluto segundo o qual o titular pode abusar dele. Hodiernamente há uma tendência ao fortalecimento do aspecto social dos direitos. Ainda que se alegasse tratar dum direito personalíssimo, os quais se caracterizam pela inalienabilidade e indisponibilidade, ainda assim, penso que alguns desses direitos podem ser objeto de negócios jurídicos onerosos, no que então devem submeter-se ao regime do respeito à boa fé objetiva e ao moral coletivo. Uma vez licitamente empenhada a imagem do pagodeiro na divulgação de um produto, há abuso de direito se logo na seqüência, movido exclusivamente por um apelo financeiro, com ultraje à boa objetiva e ao moral coletivo vier a promover o produto do concorrente, gerando com isso uma confusão no consumidor eis que a finalidade da propaganda é justamente associar a imagem da pessoa e o "apreço" ou "prestígio" que detém perante a sociedade, ao produto por ela divulgado. Nisto a ofensa ética. Penso que, assim como o proprietário não pode abusar do direito da propriedade, não se pode abusar do direito à própria imagem com menoscabo daqueles a quem o uso da imagem é dirigido. É preciso enaltecer nossos valores morais se desejarmos fortalecer a coesão social em busca de uma sociedade amadurecida, saudável e cada vez mais civilizada. A escolha é nossa. Podemos optar pela imoralidade, mas aí não deveremos lamentar as agruras e as armadilhas que nos forem armadas. De minha parte, fiz uma opção pela moralidade, pela ética, pois fazendo isso entendo estar cumprindo a minha parte nessa faina de melhoramento social. Gostaria ainda de sugerir aos mais interessados em aprofundar o conhecimento sobre a questão específica da responsabilidade das celebridades, a obra do Dr. Paulo Jorge Sacartezzini Guimarães, "A publicidade e a responsabilidade civil das celebridades que dela participam". Vale a pena ler e aprender... (a) Sérgio Niemeyer

Não seria prudente questionar, sob o aspecto ju...

Rozemberg (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Não seria prudente questionar, sob o aspecto jurídico, a legalidade da veiculação deste comercial sem ter conhecimento do contrato e do vínculo do cantor Zeca Padoginho com a Schin. Por outro lado, não vejo nenhuma ofensa à ética nesse episódio, mas no máximo uma violação do contrato e, assim mesmo, em tese (pois não conheço seus termos). Digo que não há ofensa ética porque ninguém é obrigado a prestar juras de amor eterno à Schin. Seria o mesmo que (naquela época) proibir o Zico de jogar em outro time que não fosse o Flamengo ou proibir determinada modelo de desfilar para esta ou aquela marca de roupa, depois que fizesse sucesso por alguma delas... O Zeca Pagodinho é uma pessoa pública, carismática e acima de tudo um artista. Ele vive da sua imagem e tem todo o direito de utilizar dela como melhor lhe aprouver. Além disso, se houve algum exagero no conteúdo do comercial, por exemplo, uma alusão maldosa à concorrente (Schin), penso que a responsabilidade é de quem produziu ou encomendou o comercial. Mas daí a querer execrar o Zeca Pagodinho não posso concordar. E outra coisa, se alguém não gosta do cantor Zeca Pagodinho, de suas músicas ou estilo musical, se acham pobre ou isso ou aquilo, que guarde sua opinião pra si mesmo, pois há quem goste! Pra quem não sabe, o Zeca não é um "pagodeiro" qualquer. Esse cara tem um enorme senso de responsabilidade social e mantém do seu próprio bolso diversas crianças pobres (coisa que muitos intelectuais não fazem). Não o conheço pessoalmente mas tenho por ele uma grande admiração, respeito e simpatia. É um cara amigo, simples, trabalhador e, como todo mundo sabe, um degustador supremo de uma cervejinha bem gelada. E conforme entrevista do Zeca Pagodinho ao jornal "O Globo", ele teria dito que não deixou a Schin por dinheiro: "De jeito nenhum. É que eu estou muito velho para ficar tomando cerveja escondido. Eu não agüentava mais fingir. Todo mundo sabe que eu bebo Brahma. Aliás, a vida inteira eu fiz propaganda da Brahma de graça, pois sempre estava com uma garrafa do meu lado", teria dito ele (http://br.invertia.com /noticias/noticia.asp? idNoticia=200403141544_ INV_27594056). Então, o aspecto jurídico é uma coisa, a ética é outra e a qualidade pessoal do Zeca é outra ainda mais diferente.

Fiquei feliz com a decisão judicial que pune a ...

Marcos Moreira Pinto ()

Fiquei feliz com a decisão judicial que pune a Ambev(Brahma) pelo comercial anti-ético sob todos os aspectos. Esse nojento comercial mostra a face do mau caratismo do ser humano em todos os seus aspectos, senão vejamos: 1-Zeca Pagodinho corrompeu o seu caráter e jogou sua imagem no lixo ao prestar a esse vil papel em troca de muito dinheiro(não existe um ditado que diz que todo homem tem seu preço!). Gostava do Zeca Pagodinho, mas sua atitude me decepcionou. Foi um choque, vê-lo neste comercial. 2- Além da punição pela quebra de contrato de zeca pagodinho,que foi o argumento utilizado para suspender o comercial do ar, deve-se punir a Ambev pela violação das Normas Regulamentadoras Publicitária, em virtude da gritante falta de ética e ataque desnecessário a concorrente(schin) que representa este comercial. 3- O mentor intelectual deste comercial, se não estou enganado é Nizan Guanhães, um premiado e dito respeitado publicitário. Se ele e sua agência foram os responsáveis por este comercial, ele merece ser repudiado, recebendo nota zero por sua porca criação. Nunca experimentei a Schin, mas em virtude do nojento procedimento que a Ambev(Brahma) está adotando, acho que vou EXPERIMENTAR! A Ambev é bastante poderosa e precisa de utilizar elementos anti-éticos contra os seus concorrentes na elaboração de sua publicidade? Por quê esta atitude? Acho que a Schin incomodou a Poderosa. Diante disso eu vou é EXPERIMENTAR junto com os amigos.

Em boa hora a decisão. A ética deve estar prese...

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Em boa hora a decisão. A ética deve estar presente em todos os segmentos da vida social, inclusive na propaganda. Nesse episódio envolvendo a Ambev (Brahma) e a Schincariol, a primeira deu à sociedade brasileira uma demonstração da mais rica corrupção de valores éticos. Mas o que se poderia esperar de um pagodeiro emergente? O problema é que ao ligar sua imagem ao produto da Schincariol, valendo-se da penetração que alcançou como artista, deveria ser mais responsável e respeitar mais aqueles que poderiam se determinar pelo produto a partir do vínculo que se formou com a imagem do artista. Ao mudar de lado o pagodeiro deu mostras de um caráter que em outras áreas seria classificado como de um trânsfuga, ou seja, pessoa sobre a qual não se pode confiar. Isso, na minha opinião de consumidor informado, só contribuiu para que eu jamais adquira um CD do pagodeiro (que aliás nunca me soube aos ouvidos em virtude do gênero pobre de música que ele desempenha), a par de nunca mais pedir uma cerveja de quem demonstra não ter o mínimo respeito pelo consumidor, posto que subestima-lhe a inteligência e faz pouco caso da ética na propaganda. Quem é capaz dessas coisas será capaz de muito mais, de promover verdadeiras heresias éticas sub-repticiamente. Como consumidor, nunca havia EXPERIMENTADO uma Schin. O fato, porém, levou-me a EXPERIMENTAR, e gostei, muito mais do que a desbancada ex-n.1. O capitalismo antes de ser um primado do capital, deve constituir-se no império do consumidor. Daí que nessa condição sinto-me desrespeitado pela Brahma e indignado com a sua atitude. A Ambev deveria ser condenada não apenas a indenizar a Schin, mas a não exibir sua propaganda acintosa e a desculpar-se publicamente com os consumidores da Nação. Ética, ou se tem e pratica, ou não se tem. Não existe ética nem honestidade pela metade. Os fornecedores, na disputa pelo mercado, devem ser éticos e leais, pois esses valores devem representar um norte para toda a sociedade. (a) Sérgio Niemeyer

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