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Celso Daniel

Eduardo Greenhalg presta depoimento sobre o caso Celso Daniel

O juiz da 2ª Vara de Precatórias do Distrito Federal, Sebastião Coelho, ouviu durante toda a tarde de segunda-feira (8/3) o depoimento do deputado federal Luiz Eduardo Greenhalg (PT/SP), no caso que apura a morte do ex-prefeito de Santo André (SP), Celso Augusto Daniel.

O deputado foi arrolado como testemunha pelo Ministério Público de São Paulo, que apura o crime ocorrido em 18 de janeiro de 2002, após seqüestro ainda não esclarecido. No decorrer do testemunho, narrado com riqueza de detalhes, o deputado, que acompanhou todo o inquérito até o oferecimento da denúncia, chegou a se emocionar quando narrou o episódio em que viu o corpo do ex-prefeito no IML, e acompanhou a necropsia.

Falou do empenho e das dificuldades que teve em vencer a resistência da polícia e do Ministério Público para acompanhar o caso de perto, e da sua convicção ao término das investigações de que, no que toca à fase policial, o caso realmente estaria encerrado.

Disse que só tomou conhecimento do teor do aditamento da denúncia oferecida pelo Ministério Público na audiência desta segunda. E que, diante do seu desconhecimento prévio, não se manifestaria em relação a ela.

O parlamentar também revelou informações de que teve conhecimento no decorrer das investigações. Entre elas, o grampo nas linhas telefônicas de funcionários da prefeitura de Santo André e de dirigentes do PT, conseguidas sob falso pretexto, e cujas fitas resultantes teriam ido parar nas mãos do juiz Rocha Matos, suspeito de desvio de conduta e transações ilegais apuradas na pela Polícia Federal na "Operação Anaconda".

Greenhalg concluiu seu depoimento por volta das 18 horas e até as 19h30 ainda respondia a perguntas do representante do Ministério Público de São Paulo. A íntegra das declarações serão encaminhadas para a Justiça paulista. (TJ-DFT)

Revista Consultor Jurídico, 9 de março de 2004, 14h33

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