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Calamidade pública

Caos na Justiça do Trabalho já ultrapassou os limites razoáveis

Comentários de leitores

5 comentários

Se verificarem o processos da 21 Vara do Trabal...

carntjr (Consultor)

Se verificarem o processos da 21 Vara do Trabalho do Rio de Janeiro,poderão verificar que os mesmos ficam perdidos dentro do cartorio quase 1 ano. E não adianta chegar lá e pedir a chefe do cartorio informações ela nada sabe, nada viu e menos ainda a juiza.

Aproveitando o tema, gostaria de perguntar aos ...

Marcelo Mateus (Corretor de Seguros)

Aproveitando o tema, gostaria de perguntar aos senhores advogados se alguem teve algum processo perdido quando da mudança das varas trabalhistas para a Barra Funda? O processo de minha esposa, de treze anos de idade, foi perdido e eu fico abismado com a arrogância com que os funcionarios da Vara tratam do assunto. Gostaria que alguem me respondesse que tipo de responsabilidade tem o Estado sobre os processos sobre seu poder?

Concordo plenamente com os colegas de São Paulo...

Cirovisk (Outros)

Concordo plenamente com os colegas de São Paulo e vejo até com espanto a noticia sobre a Justiça trabalhista daquele estado. Aqui em MG a justiça trabalhista é bem mais rápida do que a comum e a notícia do Sérgio N. do que embargos declaratórios de 09/2003 ainda foram julgados é absurda, ficamos perplexos com tamanho descaso. A justiça trab. de SP chega a ser realmente colapso total bem diferente daqui de MG onde podemos dizer é bem rápida

Concordo com os riscos da generalização apontad...

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Concordo com os riscos da generalização apontados pelo Dr. Ricardo José da Rosa, mas em se tratando da Justiça Trabalhista no Estado de São Paulo, bem, aí não é mais nem caso de caos. Ela entrou em colapso total. Só para dar uma idéia, numa reclamação trabalhista, que tramita pela 31ª Vara do Trabalho da Capital paulista, nosso escritório interpôs embargos de declaração da sentença em 09 de setembro de 2003. Como até hoje não foram julgados, fomos verificar o que estava acontecendo. Na Secretaria fomos informados que a juíza da Vara fora transferida e levou com ela os autos do processo, e para que os embargos possam ser apreciados pelo juiz que a substituiu, é necessário que ela devolva os autos. Francamente, acreditem se quiser. Já estamos pensando em acionar a juíza por perdas e danos, pois a reclamante está sem poder receber sua verba rescisória, que aliás tem natureza alimentar, há 8 meses, e está sofrendo as agruras que decorrem da falta dos recursos que lhe são de direito. E o Estado, o que faz nesses casos? Nada, nadinha vezes nada. Só falta agora dizer que levar processos para casa e não devolvê-los faz parte da labuta do juiz. Juiz tem de trabalhar na Vara, no gabinete, e processo deve ficar na Secretaria ou em Cartório, quando muito sair com vista para quem de direito, mas não ir para a casa do magistrado. O contribuinte paga para que os juízes trabalhem no local designado para isso, os quais, aliás, também consomem uma fábula da verba pública, e não para que o juiz trabalhe em sua casa, onde os autos não podem ser compulsados por que tenha direito de fazê-lo quando bem quiser. Será que algum dia essa situação vai mudar? (a) Sérgio Niemeyer

Há sempre perigo na generalização. Não se pode ...

Ricardo José da Rosa ()

Há sempre perigo na generalização. Não se pode dizer que a Justiça do Trabalho esteja um caos com base na análise apenas do TRT paulista. Em Santa Catarina, por exemplo, os processos são julgados em aproximadamente 100 dias, contando o julgamento de eventual recurso no TRT. A Justiça do Trabalho, de forma geral, é muito mais célere que a Justiça comum e o atendimento nos balcões das Varas é sempre atencioso e satisfatório tanto para as partes litigantes quanto para seus patronos. É uma pena que em São Paulo não seja assim.

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