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4 comentários

Aplica-se, como um par de luvas, ao caso sob co...

Paulo Marcos Elias de Abreu Pereira ()

Aplica-se, como um par de luvas, ao caso sob comento, o dito popular: "pimenta nos olhos dos outros é refresco". Por isso, Sr. Marcelo de Soldi Mateus, embora respeitando a sua posição quanto ao tema abordado, tem-se que a mesma advém de uma ótica totalmente vesga, e sobretudo afastada do princípio da legalidade, posto que ao afastar a penhora da vaga de garagem, o eminente Julgador pátrio apenas fez aplicar a lei. Por outro lado, a experiência profissional de vinte anos me leva a compartilhar da postura externada pelo Sr. Guilherme, posto que diante do público, notório e atual quadro de desemprego, fechamentos de empresas, falências, concordatas, etc., é perfeitamente possível e plausível que determinada pessoa, que enfrente tal situação, venha a atrasar pagamentos, pela elementar razão de não possuir meios de honrar compromissos antes assumidos. Razão pela qual, mesmo afastando do tema, penso que deveria ser alterada a legislação pertinente aos bancos de dados de clientes inadimplentes, posto que atual iguala os desonestos (pessoas que contraem dívidas já intencionadas em não saldá-las) com os honestos (pessoas que ficam desempregadas após contrairem tais obrigações). Fica aí uma sugestão para o legislador brasileiro. Sob este prisma, parabenizo a 2a. Turma do Superior Tribunal de Justiça.

Já comentei uma decisão contraria. Felizmente o...

Jose Antonio Dias (Advogado Sócio de Escritório)

Já comentei uma decisão contraria. Felizmente o STJ corrigiu a injustiça. O lobby dos Bancos não foi poderoso, neste caso, talvez por ser imoral. Continue vendendo seguros Sr. Marcelo, pois seguro no Brasil é tão imoral quanto a sua opinião. Existe, é comercializado, o prêmio é pago e, o sinistro e seu valor, discutido na Justiça durante anos e anos..., uma vez que as Cias. Seguradoras partem do pricipio que todo sinistro é criminoso, doloso, etc. Na Justiça, como a mesma está falida e não funciona...

Lamentável o comentário do Sr. Marcelo de Soldi...

Guilherme ()

Lamentável o comentário do Sr. Marcelo de Soldi Mateus. Num país em que os bancos têm todo o tipo de privilégio, inclusive nas decisões judiciais- já que nossos ínclitos julgadores "esquecem" de analisar a função social dos contratos, e comumente invocam o princípio do "pacta sunt servanda" para obstar a revisão dos contratos bancários- é ridículo insinuar que só deve quem é desonesto ou incompetente. Se esse senhor estivesse desempregado, necessitando de crédito para sobreviver e, pelo mesmo motivo, ficasse devendo para alguma instituição financeira e/ou administradora de cartão de crédito, sofrendo cobrança de juros abusivos e de forma capitalizada, jamais falaria tamanha besteira.

Neste país o devedor sempre tem razão. Se a pes...

Marcelo Mateus (Corretor de Seguros)

Neste país o devedor sempre tem razão. Se a pessoa fez a dívida e não tem como pagar, é porque foi desonesta ou incompetente. Deveriam tomar não só a vaga de garagem como também o apartamento.

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