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PFs são acusados de desviar combustíveis e roubar cargas

23 de junho de 2004, 14h06

Por Redação ConJur

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (23/6), em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, a segunda fase da Operação Anaconda. Foram presas duas figuras de proa da Polícia Federal, sob acusação de supostamente fazer parte de uma quadrilha de desvio de combustíveis e roubo de cargas.

Os acusados detidos são os policiais federais Wilson Perpétuo e José Bocamino. Perpétuo foi secretário de segurança pública de Alagoas e superintendente da PF em Foz do Iguaçu. Trabalhava na diretoria de Ribeirão Preto e era homem de confiança do diretor da PF local, José Bocamino, também preso na manhã de hoje.

O superintendente da PF em São Paulo, delegado Francisco Baltazar da Silva, foi avisado da operação na madrugada desta quarta e acompanhou as prisões.

Ele, que foi segurança do presidente Lula nas campanhas das eleições presidenciais, chegou a avisar duas vezes ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, que estava cansado de ser “o último a saber das coisas”.

O delegado Baltazar não foi avisado quando da deflagração da Operação Anaconda 1, em outubro passado, e nem da prisão do chinês Law Chong. A PF não esclareceu qual o elo de ligação entre os dois detidos desta quarta e a suposta quadrilha acusada de venda de sentenças judiciais.