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Dever de cuidar

Academia tem de indenizar judoca que ficou tetraplégico em treino

Comentários de leitores

4 comentários

Sr. Marinaldo, compreendo sua indignação com a ...

Felipe Torres ()

Sr. Marinaldo, compreendo sua indignação com a corrupção que grassa em nosso país, ainda que não veja o que isso tem a ver com meu comentário. O infeliz acidente que vitimou o judoca comove-me como qualquer outra injúria praticada contra o ser humano, qualquer um. Talvez o senhor não tenha percebido o enfoque de meu comentário, que visava unicamente mostrar minha indignação quanto ao fato do Poder Judiciário carrear ao particular a responsabilidade que é do Estado, afinal, e isso o senhor não comentou, é evidente que o acidente em questão foi autêntico caso fortuito. Não é justo condenar alguém a indenizar outro quando está evidente a inexistência de culpa ou de nexo causal entre o ato e o dano. É para isso que temos, numa civilização, a assistência social, a seguridade social. Ok, nosso Estado está corrompido até os ossos, alocando recursos para privilegiar poucos e esquecendo a população? Isso é fato, porém, isso é justificativa para impor responsabilidades a quem não de direito. Sr. Marinaldo, o cisco a que o senhor se refere está nos olhos de todos os cidadãos, quando o Poder Judiciário, nossa último bastião, deixa de fazer aquilo para quê foi criado - distribuir justiça, aplicando a lei ao caso concreto - e passa a distribuir renda. Quando isso ocorre, deixamos de ter juízes para abraçar "justiceiros". A segurança do cidadão, sr. Marinaldo, é a lei, e cabe ao Judiciário aplicá-la e não inventá-la. O judoca merece apoio? claro, mas que o Estado o proporcione. O Estado está "falido"? Sim, então, nós cidadãos temos de lutar para reerguê-lo, dessa vez sobre sólida base ética, vigiando, sempre, para que o mal da corrupção não volte. É por isso que entendo que devemos nos perguntar, diariamente: "O que fiz hoje para tornar o lugar onde vivo melhor, a vida dos que me cercam melhor, o meu país melhor?". Se a resposta for "nada", então é hora de remover o cisco de nossos olhos.

Sr. Felipe Torres, infelizmente quando o cisco ...

Marinaldo Machado do Carmo (Prestador de Serviço)

Sr. Felipe Torres, infelizmente quando o cisco está no olho do vizinho, não nos importamos. Não sou Bacharel em Direito nem advogado. Porém, discordo de seu comentário pelo fato do autor encontrar-se " PRESO " à uma máquina que o mantém vivo. Mais uma vez evoco o primeiro parágrafo deste comentário; já imaginou-se em situação semelhante à deste rapaz? O que V. Sª. gostaria de ter? Direito a viver dignamente, ou depender de outras pessoas para o resto da vida? A realidade dos enfermeiros que cuidam de tetraplégicos no ambiente familiar, diz por si só, da dificuldade de realizar o tratamento em casa e das despesas com artigos hospitalares, bem como da carga emocional a que são submetidos paciente e familiares. Por isso, cuidado com a hipocrisia, enquanto preocupa-se com acidentados que recebem alguns mil reais de indenização, há pessoas muito boas das pernas e principalmente das mãos, que levam MILHÕES de reais para custear boa vida. Refiro-me aos VAMPIROS e outros esquemas de corrupção. Nosso dever como cidadãos, é de combater a corrupção. E além disso, servir de exemplo ético e moral aos nossos contemporâneos.

É curioso como o STJ tem "avocado" para si, com...

Felipe Torres ()

É curioso como o STJ tem "avocado" para si, com freqüência invulgar, o julgamento de ações envolvendo danos morais, no mais das vezes para conceder indenizações a esse título. Ora, não diz o enunciado de uma das primeiras súmulas desse tribunal ser inviável o reexame de provas em recurso especial e, para verificar se houve ou não a concorrência dos três requisitos essenciais da responsabilidade civil - dano, conduta antijurídica do agente e nexo de causalidade entre este e aquele - não é necessário, justamente, o exame dos fatos e das provas destes? Em matéria de danos morais o STJ tornou-se, de fato, numa "terceira instância ordinária", atuando muito mais para distribuir RENDA do que para distribuir JUSTIÇA! Deve-se lamentar o infortúnio desse pobre rapaz, colhido pela infelicidade na juventude, mas ao Judiciário não compete implementar políticas sociais de distribuição de renda, suprindo o notório descaso de quem tem, de fato, tal obrigação, ou seja, o Poder Executivo. E o pior é que o argumento do STJ para conceder a indenização nesse caso é um verdadeiro atentado à inteligência e ao bom-senso: a academia deve indenizar o judoca porque o professor estava ministrando aula aos seus aluno!? Ora, mas a própria prática do judô, arte marcial que é, não implica, de per si, risco (e alto) ao seus praticantes de sofrer acidente? e quando isso ocorre, há de se culpar alguém, sempre, invocando, também sempre, o Código de Defesa do Consumidor, que virou autêntica panacéia? Essa postura do STJ desestimula toda e qualquer atividade lícita, criando o medo, paranóia entre todos os empreendedores e não somente entre os reconhecidamente "picaretas". Há de se pôr um freio à essa "síndrome de Robin Hood" que vem se mostrando nos julgamentos do STJ quando a matéria se refere a danos morais, antes de nos tornarmos uma sociedade intolerante e argentária como é a norte-americana, cujo único valor ético e moral (?) é o dinheiro!

Ao meu ver, o STJ age com exagera ao reformar o...

Só a Verdade (Outros)

Ao meu ver, o STJ age com exagera ao reformar o entendimento da Justiça Carioca, pois não é justo que um profissional do nível do cautor, com sua vasta experiência, inclusive forjando outros campeões, se diga de inocente ou inespereinte, pois é nitidamente consciente dos ríscos que cada profissinal coorre, como por exemplo um piloto de F1, um paraquedista, um mineiro etc. SE não fosse pouco, em nada tem irresposabilidade a Ré, pois como mesmo alegação autor, o "acidente" ocorreu havendo o chque do professor ao cari de costa, portando sem nehuma possibilidade de evitar ou até mesmo em amenizar tal choque fatítido. Ainda que fossa asdimitida uma culpa, o valro da indenização, nao trará os movimentos perdidos pelo autor, talvez a mera indenização com determinado n° de slários mínimos mês-a-mês, fosse o mais coerente.

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