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Menina Tainá

Júri julga nesta quinta acusado de matar criança no trânsito

Está marcado para 13h30, desta quinta-feira (29/7), o início do julgamento de Rodrigo Henrique Farrampa Guilherme. Ele é acusado de matar a menina Tainá Alves Mendonça, 5 anos, com um tiro na cabeça, durante briga de trânsito, no dia 11 de agosto de 2002, no Alto de Pinheiros (zona Oeste da Capital).

Rodrigo Henrique Farrampa Guilherme deverá ser levado a Júri Popular no 5º Tribunal do Júri, na Barra Funda (zona Oeste). O Conselho de Sentença será presidido pelo juiz Cassiano Ricardo Zorzi Rocha. Farrampa Guilherme está preso preventivamente. A acusação ficará a cargo do promotor de Justiça Marcelo Orlando Mendes.

Tainá e o irmão Lucas passeavam com o tio, o consultor Fábio Valente de Mendonça Júnior, pelo bairro de Pinheiros. A discussão teve início quando um Monza em alta velocidade bateu de raspão no Astra do advogado Marcos Vassiliades Pereira, que conversava com Fábio e alguns amigos na praça Marquês de Itanhaém.

Com a batida, os amigos resolveram seguir o Monza para, segundo eles, anotar a placa do veículo. Além do Astra de Pereira, o Kadett de Mendonça Júnior também seguiu o veículo.

O Monza foi parado pouco depois. Farrampa Guilherme, então, teria descido do carro e começado a atirar. Uma das balas atingiu a cabeça da menina. O advogado também foi baleado no peito, mas sobreviveu. Depois de disparar os tiros, os ocupantes do Monza fugiram.

Farrampa Guilherme se entregou à polícia doze dias depois. A defesa do acusado alega que ele tentou acertar o advogado, que teria corrido para o carro para pegar uma arma.

A polícia descartou a possibilidade de Pereira estar armado. Segundo o inquérito policial, foram ouvidas mais de dez testemunhas e nenhuma disse ter visto outra arma. A previsão é de que o julgamento dure pelo menos até amanhã à noite ou a madrugada do sábado.

Revista Consultor Jurídico, 29 de julho de 2004, 12h10

Comentários de leitores

2 comentários

Que seja, exemplarmente punido este indigitado,...

Charles Zauza ()

Que seja, exemplarmente punido este indigitado, e que sua pena, bem como seu caso seja exposto como lição para os que ainda se aventuram em rixas dessa natureza.

O julgamento é mais que necessário. Muito além...

Só a Verdade (Outros)

O julgamento é mais que necessário. Muito além deve ser a divulgação da pena a ser imposta pelo acusado, ora reú. Poios estamos cansados de tanta violência no trânsito "também". Temos aí, uma oportunidade de tentarmos demontrar que um erro não justifica o outro. Alem do mais, deverá também, o acusado, indenizar o prejuízo provocado no outro véiculo, uma vez que comprovada sua culpa neste delíto de caráter material.

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