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Tempo indeterminado

Servidores da Justiça paulista decidem manter a greve

Os servidores da Justiça paulista decidiram continuar em greve por tempo indeterminado. A definição foi tomada em assembléia que aconteceu nesta quarta-feira (28/7). A assembléia reuniu cerca de 4 mil funcionários do Judiciário de todas as regiões do estado de São Paulo.

O presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, criticou a decisão dos servidores. “Amanhã estaremos completando um mês de greve, com efeitos danosos para a Advocacia e a sociedade. A paralisação atual já nos deixa uma previsão de atraso na pauta de um ano em todas as comarcas do Estado”, afirmou.

A OAB paulista considera justo o pleito de reajuste salarial dos servidores que, na assembléia, alegaram que o Tribunal de Justiça gasta com salários 5,01%, podendo chegar a 6%, sem ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Os servidores voltam a se reunir em assembléia estadual somente no dia 11 de agosto, Dia do Advogado, às 14 horas, em frente ao Fórum João Mendes, em São Paulo.

Depois da assembléia, os grevistas seguiram em passeata até o Gabinete Unificado dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, na Avenida Paulista. Segundo o comando de greve, de 43 mil servidores, 85% estão parados.

Revista Consultor Jurídico, 28 de julho de 2004, 19h41

Comentários de leitores

14 comentários

É muito interessante os leitores desta coluna d...

Isabel ()

É muito interessante os leitores desta coluna dizerem que se nós funcionários públicos, se não estamos contentes com a nosso emprego e salário, devemos procurar algo melhor! Eu, pessoalmente estou com as minhas duas pernas inutilizadas devido a minha funçao no Tribunal que me obriga a ficar 8 horas em pé subindo e descendo escadas...(isso pq funcionário público não trabalha, não é?????????????????????????) Quando fui admitida neste emprego,(classificada entre as 10 primeiras colocações no concurso público que prestei para este Tribunal) eu era perfeita e saudável. Após 13 anos de trabalho, além de meus joelhos terem adquirido uma doença incurável , dolorosa, progressiva e até o momento com a única solução de ter que se fazer uma arriscada cirurgia sem ter garantia nenhuma de cura e a enorme possibilidade de rejeição das próteses, o que resultaria em amputação das pernas (já que colocar de volta os ossos depois da certa rejeição, seria impossível)eu me pergunto se é injusto pelo menos tentarmos ter uma reposição em nossos ridículos salários, no meu caso para que eu possa fazer um tratamento degastos gigantescos que eu não tenho podido fazer, por NÃO TER CONDIÇÕES FINANCEIRAS. AGORA, MESMO QUE EU TIVESSE VONTADE, NÃO PODERIA MAIS TRABALHAR EM NENHUM OUTRO LUGAR ... A culpa é minha ?????????????? As pessoas que vêem a grave de fora só pensam nas consequências que elas terão e não na situação humilhante que passamos por nossos salários não serem suficientes. A grande maioria dos funcionários tem nível superior como o meu caso. A estabilidade de emprego não garante que não passemos necessidades. Parem de reclamar da nossa greve, por favor. E parem de reclamar dos funcionários públicos.São todos maiores de idade , vacinados e tem família, e para quem não sabe : SÃO SERES HUMANOS E NÃO ROBÔS QUE TEM QUE AGIR PROGRAMADAMENTE. PEÇO APENAS RESPEITO PELO NOSSO MOMENTO DE LUTA. Vocês não imaginam os problemas sérios de saúde que a maioria dos funcionários adquiriram e vão continuar adquirindo por tudo que passam trabalhando nisso... Pessoal, tenham bom senso e nos deixem ao menos tentar. Se não por respeito, por educação.

Extremismos e generalizações à parte, acredito ...

Rose ()

Extremismos e generalizações à parte, acredito que o Poder Judiciário realmente precisa de uma séria reestruturação. Mas isso, infelizmente, não depende dos servidores. Depende da administração, que pouco, ou nada, faz para modificar uma estrutura deficitária. Sou escrevente-chefe e bacharel em Direito. Tenho vários amigos advogados. Sei quais são exatamente as dificuldades que os profissionais encontram nos balcões dos ofícios e nas salas de audiência. Sei que existem funcionários totalmente despreparados, alguns inertes mesmo. Mas não nos cabe reestruturar a atividade. Esta é tarefa do Tribunal de Justiça. O que nos resta, ainda, é lutar por nossas reividincações, justas, aliás, apesar do prejuízo evidentemente causado à população, prejuízo esse que também foi causado na greve do INSS que, pelo que eu saiba, não foi objeto de nenhum Mandado de Segurança ou Remédio Constitucional que o valha. Parece-me que os interesses pessoais é que estão dominando a tônica da discussão. A população vem sendo prejudicada de muitas formas, não só por nossa greve. Somos a "bola da vez". Aguentemos as conseqüências. Com a certeza da justeza do nosso pleito.

Respeito o interesse e indignação dos funcionár...

Rodrigo dos Santos Chiqueto ()

Respeito o interesse e indignação dos funcionários da justiça estadual sobre a greve deflagrada. No entanto, não podem os Nobres Serventuários da Justiça abusar do direito constitucional de greve, que é o que está ocorrendo atualmente. A Justiça em se tratando de serviço público essencial, JAMAIS poderia ter suas atividades paralisadas de forma geral sem garantir as mínimas condições de funcionamento aos advogados e população. Nas comarcas da região onde milito percebe-se nitidamente isso, pois não funcionam protocolos, audiências deixam de ser realizadas, não sendo possível retirar nos cartórios as Certidões de Honorários advocatícios em virtude do convênio firmado entre a PGE/OAB-SP, etc. E não para por aí a minha indignação. Eu poderia ficar aqui por horas e horas exemplificando os prejuízos que a população e os advogados sofrem com a paralisação do Judiciário. Entendo ainda que, os maiores prejudicados com essa greve que já dura 30 dias são os cidadãos que tem o direito constitucional de acesso à justiça. Isso sem falar no prejuízo que sofrem os advogado autônomos que dependem exclusivamente da batalha do dia-a-dia no Forum para tocar suas lides e assim conseguir seu ganha-pão. Quer queira quer não, mesmo que pouco e com más condições de trabalho, os serventuários da justiça todo início de mês têm seus vencimentos creditados nas suas contas bancárias. Nesse revés, pergunto aos Senhores leitores o seguinte: Um advogado profissional autônomo, dependendo do Forum para trabalhar e tirar o sustento seu e de sua família, em virtude dessa paralisação que já dura 30 dias, têm vivido do que nesse tempo? É complicada a situação e temos que parar pra pensar que essa greve da maneira que se encontra está prejudicando centena de milhares de cidadãos, advogados e suas respectivas famílias. Portanto, sem querer polemizar o assunto digo que, apóio o movimento grevista, mas no entanto suplico dos Serventuários e Tribunal de Justiça uma reorganização, colocando UM MÍNIMO DE CONDIÇÕES DE TRABALHO E RESPEITO para conosco, Advogados, que tanto lutamos pelos ideiais da JUSTIÇA.

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