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Exploração de prestígio

Justiça do Rio condena economista acusado de negociar sentenças

O juiz João Ziraldo Maia, da 2ª Vara Criminal de Niterói, Rio de Janeiro, condenou o economista Marcos Benício Alonso a quatro anos de prisão por estelionato e exploração de prestígio. Ainda cabe recurso.

Marcos foi preso em flagrante, em novembro de 2003, com cartões que o apresentavam como “assessor jurídico” de um escritório de advocacia. Ele é acusado de negociar sentenças da Justiça fluminense.

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no dia 8 de novembro do ano passado, o economista procurou a professora Elza Maria Marino, que movia uma ação no Fórum de Niterói contra um banco.

Como a professora estava viajando, ele apresentou-se ao filho dela, Fellipe Marino Mendes, e disse que precisava pagar R$ 10 mil à juíza Maria Isabel Paes Gonçalves, para que a sentença fosse favorável. O intermediário na transação, segundo o estelionatário, seria “o filho de um promotor”.

O estudante não conseguiu o dinheiro, mas acessou a Internet e descobriu que o processo já tinha sido julgado e a sentença divulgada. Procurou, então, a juíza e explicou o que se passava.

Com a ajuda da polícia, foi montada uma operação para o pagamento num bar em Niterói, onde o economista foi preso em flagrante. Ele estava de posse de outro processo e suspeita-se que tenha agido em outras ocasiões da mesma forma.

Em sua sentença, o juiz João Ziraldo Maia afirmou que o economista “não poderia ter escolhido pior momento para atuar, na medida em que o Poder Judiciário vem sofrendo processo difamatório e de desprestígio, onde forças ainda ocultas buscam elementos para subjugá-lo e atrelá-lo a interesses outros através do tão falado controle externo”.

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Revista Consultor Jurídico, 28 de julho de 2004, 10h33

Comentários de leitores

11 comentários

Hoje já não há dúvida de que grande parte do ju...

Marin Tizzi (Professor)

Hoje já não há dúvida de que grande parte do judiciário decide para não desagradar a mídia. Os juízes que dão liberdade provisória a réus condenados antecipadamente pela mídia são chamados de polêmicos. Existe vasta literatura a respeito da influência do quarto poder (a mídia) sobre decisões judiciais. O caso Anaconda comprova isso. E as trabalhadas dessa chamada investigação foi revelada pela revista Istoé, que demonstrou que até pessoas falecidas foram incluídas como envolvidas. Nem o Judiciário não respeita mais o princípio da presunção de inocência, que é uma garantia que se tornou letra morta na Constituição. Isso é fato.

O economista não negociava sentenças. Enganava ...

Maria Lima Maciel (Advogado Autônomo)

O economista não negociava sentenças. Enganava as pessoas, como qualquer estelionatário o faz. E quem advoga sabe que é da (triste) história de nossa justiça o fato de haver, aos montes, ADVOGADOS que dizem para o próprio cliente que é preciso dar dinheiro "para o juiz, o promotor" etc. A sentença é que foi infeliz, misturou alhos com bugalhos, entrou em defesa da classe, o que fez - isto, sim - em má hora, pois era hora de falar de estelionato, não de forças ocultas, e que tais. Maria Lima

marina, você tem certeza do que fala? os envolv...

Daniel Roberto ()

marina, você tem certeza do que fala? os envolvidos da Anaconda são pessoas sérias e isentas, e todas as alegações são falsas ou inventadas? Será que é alguma conspiração? Será que todo o órgão especial do TRF3 (que decidiu sobre a prisão), o STJ (que analisou habeas corpus) e o STF (que também analisou writs) ainda não viram isso? Meu Deus...

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