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Corrida eleitoral

Começa campanha para a presidência do TRT paulista

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Dois juízes disputam a presidência do maior Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do país: o da 2ª Região, que abrange a Grande São Paulo e a Baixada Santista e é responsável por 20% do movimento de todo o país. A campanha é feita sem alarde -- começa com as distribuições de cartões -- mas já mudou o movimento nos corredores do TRT paulista. A eleição está marcada para o dia 4 de agosto.

Um dos candidatos é o vice-presidente administrativo, Antonio José Teixeira de Carvalho, mineiro de Carandaí e formado pela Faculdade de Direito da USP. Foi advogado do escritório Mesquita Barros & Magano, do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e da Brastemp. Ele concorre com Dora Vaz Treviño, nascida em Santos, formada pela Universidade Católica da cidade e ex-procuradora do estado.

Equilíbrio

Votam os atuais 61 juízes -- o número total é 64, mas há três vagas a serem preenchidas. A última eleição, em 2002, teve segundo turno. No primeiro, participaram a atual presidente Maria Aparecida Pellegrina, Carlos Orlando Gomes e a própria Dora.

Pelo regimento, participariam da eleição os quatro juízes mais antigos. Dois decidiram não disputar a presidência: o vice-presidente judicial, João Carlos de Araújo, e Wilma Nogueira de Araújo Vaz da Silva. O juiz Antonio não quis conceder entrevista.

Apoiado por Pellegrina, ele é tido como favorito. Há quem duvide: “Tem um grupo de oposição forte que está com a Dora”, diz um assíduo freqüentador do TRT. “Há um equilíbrio de forças. Vai ser um embate difícil”, comenta outro experiente observador.

Discreta, a juíza Dora afirma que o clima interno é tranqüilo, apesar da campanha. Ela diz que pretende investir na Escola de Magistratura e no aperfeiçoamento profissional dos funcionários. E também é favorável a mudanças na legislação processual, para agilizar o andamento de processos.

Fórum marcou últimas eleições

Será a primeira eleição no TRT após a inauguração do fórum da Barra Funda. As duas últimas foram marcadas pela polêmica sobre a conclusão da obra, que ficou interrompida durante mais de quatro anos.

O motivo foi o escândalo de desvio de verbas envolvendo o ex-presidente do TRT Nicolau dos Santos Neto.

“Aos poucos, vai se apagar aquela imagem ruim”, diz a juíza Dora, elogiando o esforço da atual direção do TRT e da anterior para concluir a obra.

O presidente da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo, Roberto Parahyba de Arruda Pinto, diz que houve “uma melhora extraordinária” com o fórum, embora o serviço continue deficiente, basicamente, pela falta de funcionários.

Sobre a nova investigação do Ministério Público, o TRT disse, em nota, querer que “a obra seja investigada, quantas vezes forem necessárias, para que nunca mais paire sobre a instituição a sombra de um erro do passado”.

Fonte: Diário de S.Paulo

 é repórter do Diário de S.Paulo.

Revista Consultor Jurídico, 28 de julho de 2004, 12h44

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