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Viver para contar

Ada Pellegrini faz retrato de duas décadas em A garota de São Paulo

No ano em que a capital paulistana comemora o seu 450º aniversário, a professora Ada Pellegrini lança o livro “A garota de São Paulo”. Na obra, ela conta a própria história -- a de uma imigrante italiana que viveu na grande metrópole nas décadas de 50 e 60.

Ada explica como foi a sua chegada ao Brasil, aborda o choque cultural entre os dois países e fala sobre o período de adaptação na nova cidade. Detalha, também, a sua infância e adolescência; os estudos no Colégio Dante Alighieri, a faculdade de Direito no Largo do São Francisco e a escolha do magistério.

Editado pela Arx -- selo da Siciliano -- o livro é uma continuidade de “A menina e a guerra”, no qual Ada relata momentos vividos na Itália durante a Segunda Guerra Mundial.

Ada faz um retrato da época, apresentando as principais alamedas comerciais, famílias tradicionais, fatos de grande repercussão no cenário sócio-político, como o suicídio do presidente Getúlio Vargas em 1954, a guerrilha, e a ditadura militar em contraponto com uma fase de grande efervescência cultural.

Em um dos capítulos, a autora descreve a força dos meios de comunicação -- principalmente os spots que imperavam nas rádios -- e da evolução da TV, destacando jingles como "Melhoral, Melhoral nacional e não faz mal".

O livro também traz histórias pitorescas e fatos pessoais de Ada, como o seu casamento, o nascimento dos filhos e o momento dramático vivido pela família, com o seqüestro de seu irmão que ficou 70 dias nas mãos dos índios tupamaros.

Nascida em Nápoles e radicada em São Paulo desde 1951, Ada Pellegrini já publicou mais de 20 livros de direito processual e inúmeros artigos e pareceres.

Estreou na literatura com “A menina e a guerra”, que lhe valeu o prêmio Alejandro J. Cabassa, da União Brasileira de Escritores e ingressou na Academia Paulista de Letras. A obra foi posteriormente publicada na Itália, conquistando o prêmio (narrativa) do Concorso Internazionale Letterario Tito Casini 2001.

A obra tem 504 páginas e custa R$ 50.

Revista Consultor Jurídico, 27 de julho de 2004, 17h31

Comentários de leitores

2 comentários

Professora Ada Pellegrini Grinover, quero felic...

João Roberto de Napolis (Advogado Autônomo)

Professora Ada Pellegrini Grinover, quero felicitá-la pela pessoa maravilhosa que é. Sua luta, sua consciência e sua disposição para a vida sempre ajudaram-me, tanto no campo profissional como no campo pessoal, dedicando-me ao estudo do Direito. Professora Ada congratulo-me pelo seu livro, que com certeza serei um ávido leitor e agradeço, também, pela sua existência. Abençoada continue, per sempre.

A Dr. Ada, nossa respeitável mestra, de quem tr...

== (Advogado Autônomo - Trabalhista)

A Dr. Ada, nossa respeitável mestra, de quem trata o artigo em tela, é, sem dúvida, uma das nossas maiores juristas. Gostaria que, por amor à Justiça, opinasse ela sobre as falcatruas engendradas no meu ora relatado. Sou um idoso e há cerca de 26 anos (1978) ajuizei reclamação trabalhista em face de meu empregador - um poderoso e influente banco -, vindo a fazer coisa julgada material o irrecorrível acórdão do TRT/RJ proferido na execução que, mantendo o valor do título exeqüendo, invalidou a penhora irregular e, determinando recaísse ela em espécie, julgou prejudicado o agravo da empresa. A pedido do próprio devedor o excelso Supremo Tribunal Federal certificou nos autos (Proc. Ag-266755) que em 15.05.2000 transitou em julgado o seu derradeiro pronunciamento denegatório de recursos (não havia matéria constitucional a dirimir). Sucede que, resolvendo afrontar todos os decisórios superiores a partir daquele que negou a revista, culminou o MM. juiz primário por reformar a coisa julgada em benefício do empregador, concedendo-lhe uma brutal redução do montante devido e total anistia do pagamento das custas, de valor igualmente imutável. Esses procedimentos irregulares e parciais foram chancelados sem nenhum exame pelos seguintes órgãos: Corregedoria, Órgão Especial e Turma regionais, edo omissas a Corregedoria Geral e a nossa Corte Suprema. Ficou, pois, assentado que um juiz ou tribunal inferior pode reformar decisões dos graus superiores de jurisdição e do modo que bem entender, de nada valendo o princípio da hierarquia judiciária e o preceito constitucional da coisa julgada, do direito adquirido e do ato juridico perfeito. Ao futuro Controle Externo, visto que os internos realmente não funcionam, data venia !! Contudo, se assim não for, levo o fato publicamente ao Srs.Ministros-Presidentes do TST e do STF, pois a autoridade dos julgados de seus tribunais foi ostensivamente aviltada pelo juízo primário, com o integral respaldo dos diversos orgãos do TRT/RJ. O caso em apreço, sem dúvida alguma, data maxima venia, contribui sobremaneira para denegrir ainda mais a tão combalida imagem da nossa Justiça atual. É profundamente lamentável e causa-nos enorme PERPLEXIDADE...

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