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Lado B

Juiz gaúcho afirma que fita que o compromete é falsa

O desembargador federal gaúcho Edgard Lippmann afirma que foi “montagem” a gravação em que supostamente aparece aconselhando o policial federal Wilson Perpétuo como proceder em um julgamento.

No último sábado, o jornal Correio Braziliense publicou a notícia de que Lippmann está sendo investigado pela Polícia Federal. Segundo a reportagem, a conversa telefônica teria sido gravada em junho de 2001.

Durante o suposto diálogo, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região teria ajudado o policial na ação que respondia por crime de contrabando de uísque, proposta pelo Ministério Público, no tribunal..

Lippmann, no entanto, afirmou a este site, que tudo não passa de “estratégia de defesa bem ‘amarradinha’, uma grande brincadeira de mau gosto” e que “nunca teve tal conversa com Perpétuo”, mesmo porque não tem motivos para ajudá-lo. “Se a pessoa é criminosa ela tem de prestar contas dos seus crimes”. Ele disse, ainda, que irá processar o jornal pela publicação da reportagem.

O desembargador cogita que a armação pode ser uma vingança do delegado. Perpétuo teria Lippmann em sua lista de desafetos por ele ter sido testemunha numa investigação de contrabando de café, crime pelo qual o delegado foi condenado.

Perpétuo, de acordo com Lippmann, teria, inclusive, ligado para ele fazendo ameaças. “Ele me procurou para dizer que tinha chegado ao conhecimento dele que tinha um grupo planejando um atentado contra mim”, disse. “Ele também confidenciou a várias pessoas que iria acertar contas com todos que tivessem colaborado com sua condenação”.

Revista Consultor Jurídico, 20 de julho de 2004, 22h06

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2 comentários

OBSERVAÇÃO. a notícia acimafoi veiculada na Fo...

Mauro Antonio Aldrovandi ()

OBSERVAÇÃO. a notícia acimafoi veiculada na Folha de Londrina/Pr, no dia 14 de dezembro de 1999.

NÃO É A PRIMEIRA VEZ QUE SURGEM NOTÍCIAS DEST...

Mauro Antonio Aldrovandi ()

NÃO É A PRIMEIRA VEZ QUE SURGEM NOTÍCIAS DESTE JAEZ Juiz rebate acusação de Dezinho Da Redação O juiz federal da 4ª Região do Paraná, Edgard Lippmann Júnior, contestou ontem que tenha tido entendimento com o empresário desaparecido José Luiz Vanderleis, o Dezinho, e rechaçou a repetição de declarações de Dezinho nesse sentido, publicadas na edição da Folha de anteontem. Em entrevista em abril de 1992, Dezinho, acusado de ser um dos ‘‘reis da fronteira’’ Brasil–Paraguai, onde comandou o crime organizado até o fim dos anos 90, acusou o juiz de ter pedido a ele, na época, US$ 100 mil para relaxar mandados de prisão preventiva. O empresário desapareceu no final de 92. Hoje, a CPI do Narcotráfico investiga os bens que podem ter ficado em seu nome. Em correspondência enviada ao jornal, Lippman Júnior afirmou que, quando era juiz federal na seção judiciária de Foz do Iguaçu, decretou a prisão preventiva e a indisponibilidade dos bens de Dezinho. Segundo informou, ele determinou inclusive a extradição do empresário, atendendo a um pedido do Ministério Público Federal. Na época, Dezinho estava foragido no Paraguai. Em sua correspondência, o juiz negou qualquer envolvimento com o empresário. Ainda conforme o documento enviado à Folha ontem, Lippman Júnior foi promovido para a seção judiciária de Curitiba, em 1990. Diante deste fato, ele contestou a informação de que Dezinho teria efetivado a acusação de relaxar mandados de prisão em troca de dinheiro, já que nesta época ele, Lippmann, já se encontrava na capital do Estado. Sobre o arquivamento do inquérito que apurava o envolvimento de Dezinho com o crime organizado, o juiz declarou, pela nota, que a decisão de deu pelo desaparecimento do empresário, ‘‘como foi fartamente noticiado na imprensa’’. ‘‘A notícia de envolvimento não é verdadeira e jamais houve qualquer pedido de dinheiro para relaxar a prisão preventiva, como foi anunciado’’, finalizou o juiz.

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