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Volta ao passado

Estudo divulga condições de trabalhadores escravos no Brasil

Pelo menos 25 mil pessoas trabalham em regime de escravidão no Brasil, de acordo com um novo levantamento da OIT -- Organização Internacional do Trabalho. As informações, contestadas pela organização nesta terça-feira (20/7), são da BBC.

Segundo o estudo, os trabalhadores vivem em condições desumanas. A maioria deles está concentrada na Amazônia e são recrutados para devastar a floresta que irá servir para cultivo da soja e criação de gado. O documento acusa juízes e políticos de ser "latifundiários e responsáveis pela perpetuação do trabalho escravo".

O relatório, que ainda não foi divulgado, conclui que o tratamento dado aos trabalhadores é pior do que o dado a animais. O dia de trabalho deles vai, segundo o documento, do amanhecer ao anoitecer, comem em tigelas que são usadas para guardar pesticidas e são vigiados por homens armados para garantir a ordem e impedi-los de fugir.

O levantamento denuncia que no Pará, mais de 500 trabalhadores rurais foram mortos nos últimos 30 anos. Segundo ele, existe um esforço da esquerda brasileira para atacar o problema, mas a cultura de impunidade é um dos maiores obstáculos para a solução da questão -- entre os proprietários das terras que cultivam o uso do trabalho escravo estão inclusive juízes, segundo o documento.

Além disso, o relatório aponta que uma série de leis para combater o problema está parada no Congresso.

Revista Consultor Jurídico, 19 de julho de 2004, 19h14

Comentários de leitores

1 comentário

Pois é. Por que essas leis estão "paradas" no ...

João Luís V Teixeira (Advogado Sócio de Escritório - Trabalhista)

Pois é. Por que essas leis estão "paradas" no Congresso Nacional? Com a palavra, os legisladores.

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