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Comentários de leitores

6 comentários

Respondendo ao Sr. Marco Aurélio Moreira: Apena...

Rodrigo Monteiro Mamede Vaz ()

Respondendo ao Sr. Marco Aurélio Moreira: Apenas para encerrar esse debate, o que está em questão não é a miséria vergonhosa que assola a maioria do povo brasileiro, nem o modo injusto como alguns patrões da iniciativa privada exploram a mão-de-obra do trabalhador, nem o mérito de se conquistar um trabalho digno via concurso, ou mesmo já ter boa posição para recusá-lo, o que está em questão é que o funcionário do judiciário paulista não tem Data Base e seu salário está defasado em 39% (IGPM de abril/2002 a março/2004), perda essa que nenhum cidadão consciente dos seus direitos pode aceitar sob pretexto de que o país é miserável. O Brasil só se tornará uma nação justa e digna de fato, quando o seu povo levantar a voz contra o conformismo e fazer valer os seus direitos. Saúdo o seu respeitável currículo, estando aceitas as desculpas.

Responde ao sr. Rodrigo: Fiz concurso público p...

Marco Aurélio Moreira Bortowski ()

Responde ao sr. Rodrigo: Fiz concurso público para o Cargo de Juiz de Direito aqui no meu Estado. Fui aprovado em 9º lugar, dentre mais de quarenta aprovados e não desejei ser nomeado porque queria continuar a ser advogado. Portanto, o chapéu não me cabe. Já integrei lista sêxtupla para o Cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, na classe dos advogados, por duas vezes. Fiz concurso para Professor Universitário e também fui aprovado e nomeado. Portanto, não peço venia, mas concurso público não é tudo na vida. Há que se ter vocação para essa ou aquela função. Se o sr. Rodrigo fosse trabalhar na iniciativa privada, certamente a greve que ele faz no serviço público, ele não faria no setor privado, porque este eu conheço bem. Os empresários não querem nem saber. É demissão na certa, com FGTS e etc. Depois, vá reclamar para o Bispo e fique desempregado por anos e anos. Meus senhores: dêm valia ao serviço público, mesmo com todos os problemas que existem. Na iniciativa privada, não tem conversa e demissão sumária. Essa é a realidade. Por isso, creio que os Cartórios Judiciais deveriam ser privatizados, tal como os Extrajudiciais. Não sou contrário ao servidor público e tampouco prego salários miseráveis. Apenas quero que eles olhem ao seu redor e vejam o que acontece com a maioria da população que tem um lastimável salário mínimo de fome, de miséria. Olhem ao redor e verão que há situações muito piores, sem qualquer direito básico e mínimo. Estes são a maioria do povo brasileiro, analfabetos e sem nenhuma perspectiva de vida. Nós somos, inclusive, os senhores Rodrigo e Caiubi , privilegiados. Apenas isso é que desejava dizer, quando fiz os comentários anteriores. Senão fui bem entendido, peço sinceras desculpas. a) Marco Aurélio Moreira Bortowski

Em relação ao infeliz comentário do Sr. Marco A...

Rodrigo Monteiro Mamede Vaz ()

Em relação ao infeliz comentário do Sr. Marco Aurélio, gostaria de retrucar na mesma medida: Se acha tão justo (e bom) ter o salário reconhecidamente defasado em 26% pelo patrão, só porque o trabalhador no caso é funcionário público, aconselho-o a se prepar durante meses, horas por dia, como nós, e ingressar na carreira pública via concurso que, como é notório, tem sido o objetivo de milhares de brasileiros que almejam progredir na vida profissional.

Parabéns os funcionários do Judiciário paulista...

caiubi (Outros)

Parabéns os funcionários do Judiciário paulista. Lutem por seus direitos, enquanto os caes ladram a caravana passa, não seje como alguns covardes que preferem R$300,00 a lutar por dignidade e direito liquido e certo. Peço porém continuem com a qualidade do atendimento, exemplo a ser seguido. Com certeza com R$ 300,00 reais mensais, a qualidade dos trabalham seriam um caos. Não é o salário que faz a atendimento ser melhor ou pior, o aluno aprender ou não, e sim o conteúdo moral a personalidade da pessoa, o direito, a cidadania. Agora sugiro aos Trabalhadores do Judiciário paulista para parar de pedir reposição absurda, peçam apenas os mesmos indices utilizados pelos políticos, e façam como eles, trabalhem como eles, sigam o exemplos de suas cidades, sejam cidadãos, aceitem apenas os mesmos indices dos humildes políticos.

Se estão tão descontentes com o serviço público...

Marco Aurélio Moreira Bortowski ()

Se estão tão descontentes com o serviço público, por que não pedem demissão e vão procurar trabalho na iniciativa privada? Quem sabe um salário de R$300,00 por mês não seria melhor? Por isso, sempre digo: ESTATIZOU O SERVIÇO ACABOU....

Gostaria de fazer alguns esclarecimentos: 1) A...

Rose ()

Gostaria de fazer alguns esclarecimentos: 1) A categoria reivindica 39,19% de reajuste, índice acumulado desde abril de 2002 pelo IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado). Em assembléia ocorrida em 02 de junho passado, os servidores aprovaram a proposta apresentada pelo Tribunal de Justiça, qual seja, o encaminhamento à Assembléia Legislativa de projeto de lei com a concessão de 26,39% de reposição salarial sobre o total dos vencimentos retroagindo à data-base de 01 de março de 2004, índice este calculado de acordo com o INPC do período de maio de 2002 a março de 2004. Tal projeto de lei nunca chegou à Assembléia Legislativa. 2) Os servidores têm consciência de que a greve está prejudicando a população. Mas, infelizmente, é a única opção que restou para fazer com que o Presidente do TJ cumpra o que prometeu. 3) Os advogados têm total conhecimento dos vertiginosos aumentos nos preços das taxas judiciárias. Questionado a respeito, o Presidente respondeu que o montante recolhido já tem destinação, não podendo ser utilizado para conceder reposição salarial aos funcionários. 4) A nota divulgada pelo Presidente do TJ diz respeito a reivindicações da greve de 2001. E nenhuma delas até hoje foi implantada, tal como plano de cargos e salários, por exemplo. A aquisição de móveis ergonômicos e de computadores, como descrito na nota, é providência de responsabilidade total do Tribunal. Aliás, esta última providência, a aquisição de computadores, está sendo feita através de convênio firmado com o banco Nossa Caixa. Nesta mesma nota, o Presidente esclarece que indenização de férias atrasadas estão sendo pagas a funcionários que apresentem problemas de saúde. Ou seja, só doentes poderemos receber o que por lei nos é devido. Há funcionários com férias vencidas há 3 anos, esperando pela indenização já requerida. 5) A proposta feita pelo Tribunal na reunião de 6/07 não é de reajuste, mas sim, da divisão de verba suplementar concedida pelo governador, de 60 milhões de reais, entre os funcionários, gerando um aumento de 12,5% na gratificação especial, que seria recebida até janeiro/2005. Em fevereiro de 2005, tudo voltaria a ser como antes. Nenhum reajuste. 6) A greve continuará até que o Presidente cumpra o que prometeu, concedendo o reajuste de 26,39%. Ou até que a assembléia estadual decida pelo fim do movimento. 7) O grau de paralisação demonstra o nível de satisfação dos servidores com as condições de trabalho oferecidas pelo Tribunal de Justiça.

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