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Nota baixa

Maioria de candidatos tira menos de 5 em prova aplicada por juiz

A maioria dos candidatos a vereadores e a prefeitos da cidade de Ibirama (SC) não foi nada bem na sabatina promovida pelo juiz Mauro Ferrandin, da 14ª Zona Eleitoral.

O juiz aplicou uma prova com cinco perguntas aos candidatos. Três delas deveriam ser respondidas com base num texto simples sobre as eleições. As outras duas eram discursivas. Resultado: cerca de 80% tiraram menos de 5 na prova. Apenas 20% tiveram conceitos entre 7 e 9. A prova foi feita por 90 candidatos.

Três deles foram considerados anafalbetos. Não foi registrada nenhuma nota 10. O resultado será encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina. A legislação eleitoral não permite que analfabetos concorram nas eleições.

Segundo dados do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, o juiz resolveu aplicar as provas com base em determinação legal que exige a comprovação de escolaridade de candidatos que não apresentaram este tipo de documento na ocasião da inscrição das candidaturas.

Para o magistrado, “pode-se dizer que o nível dos candidatos é baixo. Quase a totalidade não respondeu adequadamente todas as questões, demonstrando absoluta falta de preparo intelectual”.

Revista Consultor Jurídico, 13 de julho de 2004, 15h11

Comentários de leitores

7 comentários

Qual o motivo de nivelarmos sempre tudo por bai...

Artur Motta ()

Qual o motivo de nivelarmos sempre tudo por baixo? Qualquer individuo que tenha por intuito ocupar um cargo público, deve estar capacitado para tal, sabendo não somente ler e escrever, mas muito além disso, também saber pensar, argumentar sobre idéias, conceitos e necessidades. Honestidade vem de berço, quando assim não ocorre, deve a legislação estar lá pronta, efetiva e bem elaborada, para que o fato não ocorra, e eventualmente, se vier a existir alguma "desonestidade", as devidas e necessárias medidas devem estar prontas para serem tomadas, como perda de mandatos, impossibilidade futura de se candidatar novamente e etc, pois se um cidadão não tem pelo menos o devido respeito para com aqueles a ele confiaram um cargo público, imaginemos para os demais então. Votar em qualquer um qualquer um pode fazer, mas escolher responsável e racionalmente alguém, para ocupar um cargo público de confiança, já não é uma tarefa tão simples como, a muito e indevidamente tem-se tratado esta questão.

Esse exame de intelectualidade, na minha ...

AMÉRICO JOSÉ de freitas ()

Esse exame de intelectualidade, na minha opinião avalia em parte . Mas o que interessa é que os orgãos fiscalize a lisura da administração. A maior intelectualidade de um administrador é a sua honestidade. Cultura, conhecimento ou até notas adquire-se. Não estou vinculado a esse tipo de conhecimento, se A ou B tirou 5,0 ou 10,00. A exemplo disso esta os concursos de Juízes que muitos tiram boas notas e continuam com velhas idéias. Assim também são os políticos. Nota avalia em parte. Nos casos dos concursos para juízes ou qualquer outra carreira são feitos para excluir os candidatos e não para medir conhecimento.

A idéia é válida. O complicado é que temos vár...

João César Salmaso ()

A idéia é válida. O complicado é que temos vários políticos inteligentes que usam mais sua inteligência para buscar formas de se "arrumar". O que falta mesmo, é gente honesta.

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