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Pérolas Processuais

Pérolas: “É esta para pedir o desembranhamento do documento.”

Por 

Morte morrida

“Assim, requeiro a expedição de formal de partilha para comprovar ao de cujus que faleceu”. (De uma petição em inventário de bens, na comarca de Florianópolis).

Substantivo raro

“É esta para pedir o desembranhamento do documento”. (De uma petição em ação revisional, na 7ª Vara Cível de Porto Alegre).

Direito de ir e vir

“O presidente subseccional está me perseguindo e porque não gosta de mim, acha que eu não posso mudar de endereço. Tenho o direito de vir e ir”. (De uma petição de advogada, em Subseção da OAB/RS, cujo presidente estranhou que uma profissional da Advocacia - que está respondendo a processo ético - tivesse mudado de endereço seis vezes, em 12 meses).

*Pérolas Processuais são produzidas pelo site Espaço Vital – www.espacovital.com.br

 é advogado, editor do site Espaço Vital e articulista da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 9 de julho de 2004, 8h40

Comentários de leitores

7 comentários

FLOR DO LÁCIO JÁ corrigindo, antes que o faç...

Maria Lima Maciel (Advogado Autônomo)

FLOR DO LÁCIO JÁ corrigindo, antes que o façam... Não foi ignorância, ou excesso de filme americano; foi de uma pureza tal, que nunca esqueci; lembro-me com ternura daquele advogado, de seu comportamento inusual - o momento me pertencia. E há outros casos, e outros... Maria Lima

Advogados que não sabem escrever são tragédia i...

Maria Lima Maciel (Advogado Autônomo)

Advogados que não sabem escrever são tragédia indizível. Nosso instrumento de trabalho é nosso idioma. Temos que verbalizar a dor moral de nosso cliente, de tal forma, que o juiz, se não se emocionar, a sinta plausível, pelo menos; temos que minorar, quanto possamos, a dor da parte contrária; arrazoar, articular, sintetizar. Nosso idioma é muito difícil, e, infelizmente, nem todos os que advogam puderam ler Machado de Assis - quem dera escrever uma linha igual a ele! Só me conformo porque o Dalton Trevisan passou a vida tentando, e também não conseguiu.***Mas, há um outro lado, o do comportamento do advogado. Certa vez, fiz uma audiência em Registro/SP; a causa era simples, prova robusta, a lei aplicável aos fatos, inequívoca; do contrário, eu teria optado pelos memoriais, escritos, o que sempre faço; enquanto eu falava, no debate final, o advogado da parte contrária ficou de pé, e, firme na voz, dirigiu-se ao juiz: "Eu protesto!!!" Esperei ele se acalmar, continuei. O juiz, impassível e respeitoso. "Eu não sei o que isto quer dizer/e aconteceu comigo" (Fernando Pessoa). Não foi ignorância, ou excesso de filme americano; foi de uma pureza tal, que nunca esqueci; lembro-me com ternura daquele advogado, de seu comportamento inusual - o momento me pertencia -. E há outros casos, e outros... Maria Lima

O desembranhamento dos documentos realmente é h...

JB. (Procurador do Município)

O desembranhamento dos documentos realmente é hilário. Não daria nem mesmo para alegar simples erro de digitação. Quanto ao comentário do Dr. Sérgio Niemeyer, respeitosamente discordo da expressão "resto da sociedade". Referindo-se a seres humanos, o uso da palavra "resto" não cai bem. Melhor seria dizer: "os demais membros da sociedade", "as demais pessoas"....

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