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Idade mínima

Policial e segurança são presos por exploração sexual de menores

O policial militar Roberto Carlos Olimpio da Silva e o segurança Fabio Silva Salgado tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz da Comarca de Itatiaia, no Rio de Janeiro. Eles são acusados de crime de exploração sexual de adolescente, previsto no artigo 244, letra A, do Estatuto da Criança e do Adolescente.

O juiz Marvin Ramos Rodrigues Moreira acolheu pedido formulado pelo promotor de Justiça Francisco de Assis Machado Cardoso, que denunciou Olimpio da Silva por submeter duas adolescentes, de 15 e 16 anos, à prostituição na Boate Pousada do Lago, de sua propriedade, instalada no Hotel Country Club.

Salgado, que é gerente da boate, foi denunciado por ter ciência das idades das adolescentes, bem como da natureza das atividades por elas praticadas. O Ministério Público pediu que sejam ouvidas em juízo as duas menores e mais três testemunhas: Rocheli Samira de Oliveira e Alexandre Vicente, vizinhos do Hotel Country Club, e Izaías Batista, policial civil que comunicou à 99ª Delegacia Policial o desaparecimento das adolescentes.

Revista Consultor Jurídico, 8 de julho de 2004, 20h46

Comentários de leitores

2 comentários

Não se trata de "ter muitos bandidos em seus qu...

Xerife (Delegado de Polícia Estadual)

Não se trata de "ter muitos bandidos em seus quadros"; a expressão soou forte demais. Felizmente, e sou testemunha disso, a maioria dos policiais militares, são homens valorosos, destemidos, abnegados, que todos os dias, deixam seus lares e suas famílias, e saem para oferecer sua vida em defesa da segurança e do bem estar da sociedade. Tudo isto debaixo de condições das mais adversas, armamento obsoleto, falta de equipamento de proteção individual, absoluta vulnerabilidade e inferioridade socio-econômica, etc. Debaixo de um salário ridículo, e algum poder na mão, são jogados pra cima de contraventores, traficantes, etc., que detêm poder econômico imediato; qual poderia seria o resultado? Até juízes federais estão se corrompendo ! Sem contar os políticos, delegados, agentes, promotores, enfim... Toda instituição tem sua patologia; poucas se expõem, ou são expostas ao escárnio popular. Toda instituição que atua diretamente com a sociedade como é o caso da polícia, fica naturalmente mais exposta que as outras instituições que atuam mais na retaguarda, como é o caso da magistratura, ministério publico, procuradoria e defensoria. O problema das PMs é que elas perderam a identidade; são forças auxiliares do exército, mas desempenham atividade civil, e são julgadas pela justiça militar. É um verdadeiro contrasenso, pra não dizer, absurdo. A PM tem formação militar: patrulhamento, é missão; criminoso, é inimigo ( na guerra deve ser eliminado, não preso), e vai por aí afora. São conceitos e nomeclaturas essencialmente da doutrina e ideologia militar. Historicamente, os ex-escravos e homens livres pobres, assim como a maioria dos excluídos sociais, só tinham no ingresso no exército, depois na PM, como forma de inclusão social, de autoafirmação, de status social. Nos nossos dias, este quadro não difere muito. É necessário criar instrumentos e mecanismos preventivos para uma melhor seleção; não basta apenas criar órgãos correicionais e não corrigir as distorções da estrutura. O ideal é que tivessemos uma FORÇA POLICIAL ÚNICA PARA MILITARIZADA, (com ênfase na hierárquia), dividida entre seguimento uniformizado para trabalho preventivo e seguimento paisano para trabalho investigativo. Tem razão o sr. DUARTE na parte em que diz que a PM deveria ser julgada como civil e não como militar. É absolutamente pertinente.

Mais um para sujar a classe a qual deveria nos ...

Duarte Gonçalves da Silva ()

Mais um para sujar a classe a qual deveria nos proteger. Isto só vai acabar quando a cúpula da "Polícia Militar" se conscientizar que abriga muitos bandidos em seus quadros de policiais. Também deixar claro à população as regras com que julgam esses policiais. Alías, deveriam serem julgados imediatamente como civil e não como militares.

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