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Testemunha de Jeová

Juíza manda prender pai e filha por impedir transfusão de sangue

"As pessoas têm de se submeter às leis dos homens e não às de Deus". A afirmação é da juíza Jaqueline Texeira, que mandou prender Manuel Barbosa, de 77 anos e sua filha Marlene Barbosa, 50 de anos. Eles impediram a transfusão de sangue para salvar a vida de Irani Barbosa, de 78 anos.

Pai e filha foram presos, no sábado (3/7), no Rio de Janeiro, por ordem da juíza por impedirem que médicos do Hospital Salgado Filho fizessem a transfusão de sangue -- determinada por ordem judicial. A família é da seita Testemunhas de Jeová, que condena as transfusões.

Irani, mãe de Marlene, foi internada no Hospital Salgado Filho com anemia profunda e recusou-se a fazer a transfusão de sangue. Os familiares foram chamados pelos médicos para que autorizassem o procedimento, mas também não permitiram que fosse feito. Como alternativa, os médicos recorreram à juíza plantonista, que determinou a transfusão.

Manuel e Marlene não permitiram mesmo assim. A juíza, então, determinou a prisão dos familiares e a transfusão foi feita. O caso foi registrado na 44º DP, em Inhaúma, onde pai e filha continuam detidos, de acordo com o site Mundo Legal.

Revista Consultor Jurídico, 8 de julho de 2004, 19h21

Comentários de leitores

119 comentários

Gostei dos artigos acima e acho que; Essas pes...

eduardo0875@hotmail.com (Consultor)

Gostei dos artigos acima e acho que; Essas pessoas como essa Juiza e muitos outros, assim como aqueles Juizes la do passado que preferiam obedecer as Leis de homens em vez das de Deus, acham que vão ficar impunes, eles estão muito enganados infelismente vão descobrir as consequencias de suas decisões das piores formas possiveis... Infelismente. Cadê que eles não defendem as vidas de milhares de pessoas que morrem todos os dias nas ruas de fome. Cade o direito pela vida?

O comumente chamado "fanatismo religioso" das T...

Will ()

O comumente chamado "fanatismo religioso" das Testemunhas de Jeová é o que as motiva a ter inflexíveis posições morais mesmo quando sua vida está em risco. Como salientou um colunista no jornal Letzebuerger Journal, de Luxemburgo em sua coluna de 2 de fevereiro de 1995. Ele estivera na Polônia para assistir à celebração do 50.° aniversário da libertação de Auschwitz e notara que um grupo que havia sofrido muito ali não foi mencionado nem sequer uma vez. Ele disse que esse grupo eram as Testemunhas de Jeová e escreveu: “Nem o mais rigoroso campo de detenção ou de concentração, nem a ameaça de morrer de fome nos galpões, em condições lastimáveis, ou de ser executadas pelo machado ou pela guilhotina, podiam fazê-las rejeitar sua fé.” E disse mais: “Mesmo os guardas SS, em sua brutalidade, ficavam maravilhados com a coragem com que as Testemunhas de Jeová encaravam a morte.” As Testemunhas de Jeová não queriam morrer, mas, como os cristãos no primeiro século, milhares preferiram morrer a violar os princípios cristãos com relação à santidade da vida e do sangue e pegar em armas para matar seus semelhantes. Essa fé as distinguia, tornando-as notavelmente diferentes, no período negro do Terceiro Reich. Como grupo religioso, foram os únicos que tiveram o amor e a coragem de não apoiar a filosofia e os métodos dos nazistas. Para manter essa posição muitas vezes pagaram com a vida. Nesse mundo de princípios voláteis e incertos é comum isso ser qualificado como absurdo, ignorância, fanatismo, burrice ou o que seja. Mas nem por isso elas mudaram sua posição ou cederam. O colunista concluiu: “Ah! se todos tivessem sido como as Testemunhas de Jeová!” A Segunda Guerra Mundial nunca teria acontecido. Em 1939 haviam cerca de 79.000 Testemunhas de Jeová no mundo. 10.000 delas foram presas e enviadas para campos de concentração. Cerca de 2.000 destas morreram ou foram executadas pelos nazistas. Hoje existem quase 7 milhões de Testemunhas de Jeová em mais de 235 países e territórios. Mundialmente existem mais de 150 centros que empregam tratamento médico e cirúrgico sem transfusões de sangue, e mais de 100.000 médicos (milhares no Brasil) que estão dispostos a atendê-las respeitando sua posição. A forma de tratamento sem sangue constitui um desafio científico, como tantos outros, que tem impulsionado grandes avanços na área médica, e muitos que não são Testemunhas são beneficiados por técnicas desenvolvidas para atendê-las. Àqueles que sentem tanto ódio e qualificam outros como ignorantes e retrógrados apenas por possuirem posições filosóficas, morais ou religiosas diferentes das suas digo o seguinte: estude um pouco mais de história e tome cuidado: Hitler, Mussolini, Franco e Stalin (para citar alguns) tinham posições e métodos muito parecidos. E não eram Testemunhas de Jeová.

O direito à vida é inalienável, porquanto do po...

HUM (Oficial da Polícia Militar)

O direito à vida é inalienável, porquanto do ponto de vista religioso a vida é sagrada, a ninguém é dado o direito de dispor e ceifar a vida de outrem. Sob o prisma da douta jurisprudência a vida é um patrimônio que deve ser preservado sobre todos os aspectos circunstanciais, constituindo-se crime doloso ao se pretender negar uma transfusão sanguínea a quem depende desse processo transfusório para salvar, conservar e manter-se na sobrevivência desta existência. Este é o meu entendimento sob o foco jurídico paralelo à crença religiosa.

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