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Sob suspeita

Juíza decreta prisão de acusados de exploração sexual em MG

A juíza Rosana Silqueira Paixão, da 1ª Vara da Comarca de São Francisco, em Minas Gerais, decretou a prisão preventiva de nove pessoas por exploração sexual de crianças e adolescentes. Ela acatou parcialmente pedido do Ministério Público.

Foram pedidas as prisões preventivas de 25 acusados, mas a juíza decidiu decretar as prisões apenas daqueles que proferiram ameaças contra as vítimas ou ofereceram dinheiro aos familiares, no curso das investigações.

O Ministério Público articulou uma operação junto às Polícias Civil e Militar, em Januária, sendo efetivadas as prisões de seis acusados. São eles: Adalton Ferreira Santos, policial militar; Andrelino Florentino de Jesus, comerciante; Antônio Carlos Jesus de Oliveira, policial militar; Cláudio Rodrigues de Souza, funcionário público municipal; José Fanor Pereira da Silva, comerciante; e Maximino Alencar Bezerra, bioquímico. A operação foi acompanhada pelo promotor de Justiça da comarca, Paulo César Vicente Lima.

De acordo com informações do Ministério Público de Minas Gerais, os outros três que tiveram prisão preventiva decretada, ainda não tinham sido localizados até a noite desta segunda-feira (5/7). São eles: Fernando Afonso Saraiva Costa, chefe da repartição fazendária estadual de São Francisco; José Benedito Pereira, empresário e Carlos Pereira de Carvalho, vereador.

Investigação

A Promotoria de Justiça de São Francisco iniciou as investigações diante de denúncias difusas de que autoridade civis e militares poderiam estar envolvidas.

Até então, segundo os promotores de Justiça Luciana Kellen Santos Pereira e Márcio Rogério de Oliveira, as investigações não estavam caminhando. Após os trabalhos de investigação do Ministério Público, foi requisitada à Polícia Civil abertura de inquérito policial, cujos trabalhos foram feitos em conjunto entre as Polícias Civil e Militar e Ministério Público.

Segundo informou os promotores de Justiça, Luciana Kellen e Márcio Rogério, designados para o caso, o Ministério Público Estadual apresentou denúncias formais contra 37 pessoas acusadas de exploração sexual contra mais de 30 crianças e adolescentes na cidade de São Francisco.

Muitas das vítimas vinham sofrendo exploração sexual desde os 9 ou 10 anos de idade, estando atualmente com idades variando entre 12 e 16 anos. Pelo menos 23 vítimas eram menores de 14 anos de idade até o final de 2003. A maior parte dos acusados são homens entre 40 e 60 anos de idade.

Revista Consultor Jurídico, 6 de julho de 2004, 15h57

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