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3ª fase

Apenas oito candidatos são aprovados em fase de concurso para juiz

Apenas oito candidatos, dos 1.338 inscritos, foram aprovados na 3ª fase do concurso para juiz do trabalho substituto do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro. Ainda restam mais duas fases. A quarta fase está marcada para o dia 9 de fevereiro, quando todos farão prova oral.

Os candidatos aprovados foram Antonio Carlos Amigo da Cunha, Bruno de Paula Vieria Manzini, Cláudia Flora Scupino, Claudia Marcia de Carvalho Soares, Evandro Lorega Guimarães, Robert de Assunção Aguiar, Ronaldo da Silva Callado e Sofia Fontes Thompson Regueira.

Durante a terceira fase, os 94 candidatos que fizeram a prova elaboraram sentença trabalhista para solução objetiva de caso concreto. Agora, os oito aprovados farão prova oral eliminatória de Direito do Trabalho, Direito Processual do Trabalho, Direito Constitucional e Direito Processual Civil.

Nesta fase, o candidato discorrerá e responderá a perguntas da Comissão Examinadora em ato público, na sede do Tribunal.

De acordo com o presidente do Tribunal, Nelson Tomaz Braga, a Comissão já trabalha em cima de um novo concurso, o terceiro em menos de um ano de administração. (TRT-RJ)

Revista Consultor Jurídico, 29 de janeiro de 2004, 14h57

Comentários de leitores

2 comentários

Não é segredo para ninguém o ridículo nível do ...

Lizandro Mello (Funcionário público)

Não é segredo para ninguém o ridículo nível do ensino jurídico neste País. E muito embora haja um grita geral sobre o assunto, muito pouco se faz em termos efetivos; lembro que um ofício do dr. Raul Haidar à OAB/SP preconizando a maior participação da entidade no controle do ensino recebeu duras críticas por parte de juristas renomados. Algo deve sim ser feito, mas não apenas utilizando-se de palavrório estéril , e sim partindo à ação. Aponho ao comentário do Sr. O. Martini que aqueles que elaboram o concurso não são super-homens; se um passa, mais gente passa. O funil é estreito, mas não está entupido... Façamos uma autocrítica, e nos perguntemos quem de fato estuda e se aplica ao Direito, da maneira como deve ser. O esforço individual salta aos olhos justamente nesta fase, e quem não sua a camisa não consegue passar. Abraços!!!

O baixo nível do ensino jurídico no país é notó...

O Martini (Outros - Civil)

O baixo nível do ensino jurídico no país é notório, reconhecido por todos os operadores de direito e combatido pela OAB: boas faculdades de direito são raras. O estelionato educacional, a meu ver, só poderia ser combatido, por exemplo, com a restituição obrigatória pelas faculdades de direito de todos os valores cobrados durante o curso aos bacharéis reprovados no exame da OAB. Ou seja, se não ensinam, pelo menos não aprovem o aluno! Baixa qualificação à parte, isso não explica o nível de aprovação (em fase de concurso eliminatória!) de 0,6% entre mais de 1.000 candidatos. Talvez o problema esteja TAMBÉM em quem elabora o concurso, o que não seria novidade em concursos públicos.

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