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Bingo reage

Associação do Bingo diz que proibição impulsionará jogo clandestino

O presidente da Associação Brasileira de Bingos (Abrabin), Olavo Salles, advertiu o governo, nesta sexta-feira (20/2) que a interrupção da atividade legalizada do bingo só servirá para dar força ao jogo clandestino. Veja a manifestação de Salles:

"Geradoras de cerca de 320 mil empregos diretos e indiretos, as casas de bingo brasileiras propõem ao governo, à classe política e à sociedade uma reflexão a respeito dos episódios recentes envolvendo ex-servidor do governo.

Instaladas dentro das regras do Direito e da Legislação do País, as casas de bingo representam um segmento lícito, com papel social definido e que não se mistura com a contravenção nem com atividades irregulares.

Transferir a 320 mil trabalhadores e a suas famílias o ônus de um drama para o qual eles não contribuíram não ajudará o País.

A eventual interrupção dessa atividade fortalecerá o jogo clandestino, as atividades associadas à criminalidade e aos subterrâneos do crime que são hoje os maiores adversários da sociedade brasileira.

Ponderada e correta foi a Mensagem da Presidência da República ao Congresso Nacional, na reabertura dos trabalhos legislativos em que Sua Excelência defendeu a regulamentação do bingo.

Essa é e tem sido a luta permanente de nossa Associação: a aprovação de uma lei rigorosa, séria e transparente para o setor.

O ato simbólico pretendido pelo governo, provavelmente, não solucionará o problema vivido neste momento e criará outros tantos que poderão, eventualmente, ser ainda mais graves que os atuais.

É de se destacar que a origem do lamentável escândalo em debate nada tem a ver com o bingo. O bicheiro de alcunha "Carlos Cachoeira" representa uma empresa sul-coreana de sistemas lotéricos e não se relaciona com o bingo.

Voltar-se contra essa atividade legítima, estabelecida em todo o País, prejudicará a muitos e não ajudará ninguém."

Revista Consultor Jurídico, 21 de fevereiro de 2004, 6h25

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