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Sinal de alerta

Ordem apura clonagem de carteira de advogada

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato, designou nesta sexta-feira (13/2) o advogado Márcio Rogério de Souza, inscrito na Seccional da OAB no Paraná, para acompanhar o inquérito policial e processo judicial envolvendo a prisão de Jordana Nascimento Silva.

Ela foi presa em flagrante no interior de um supermercado em Foz do Iguaçu (PR), quando tentava fazer compras utilizando um talão de cheques, CPF falso e carteira de advogado da OAB do Rio de Janeiro, clonada de uma funcionária pública federal.

Márcio Rogério de Souza atuará no caso como representante do Conselho Federal da OAB e vai elaborar um relatório circunstanciado para a Presidência da entidade, para a tomada de providências cabíveis. O ato que designou o advogado para acompanhar as investigações consta da Portaria número 04/2004 da OAB.

O supermercado desconfiou dos documentos apresentados pela falsa advogada e simulou a aprovação de seu cadastro até que a Polícia chegasse ao estabelecimento. A desempregada foi presa e encaminhada ao 1º Distrito Policial da cidade. Na delegacia, a mulher afirmou que estava desempregada há cinco meses e confessou ter obtido a documentação "fria" no Paraguai. Ela teria pago R$ 450 a um falsificador em troca dos cheques e de toda a documentação falsa, incluindo a carteira da OAB do Rio. O golpe aplicado pela desempregada já teria superado R$ 5 mil em compras.

Os documentos falsificados foram considerados de boa qualidade pela Polícia de Foz do Iguaçu e serão submetidos à perícia no Instituto de Criminalística da cidade. A desempregada foi autuada por uso de documentos falsos (artigo 304 do Código Penal) e estelionato (artigo 171). A mulher que se passava por advogada permanecerá na cadeia enquanto aguarda decisão da Justiça. (OAB)

Revista Consultor Jurídico, 13 de fevereiro de 2004, 18h13

Comentários de leitores

1 comentário

Depois de tanto trabalho para fazer o recadastr...

Luciana Almeida ()

Depois de tanto trabalho para fazer o recadastramento, é desapontador saber que a carteira profissional pode ser falsificada ou clonada com tanta facilidade. Aliás, a motivação apresentada pela OAB foi justamente evitar que isso acontecesse. Parece que foi desperdício de tempo e dinheiro...

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