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Lançamento de livro

Advogado lança livro sobre poder de investigação criminal do MP

Senadores, deputados federais e estaduais, presidentes de entidades de classe e delegados participaram, na semana passada, do lançamento do livro “O Ministério Público de Robespierre”, do advogado e professor universitário Eduardo Mahon.

O evento foi promovido pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF). O lançamento ocorreu no Salão Verde da Câmara dos Deputados.

A presidente da ADPF, Edina Horta, abriu a solenidade de lançamento destacando a importância da obra como uma contribuição significativa para desmistificar a pretensão investigativa do Ministério Público. Em seguida, o autor da obra criticou o poder de investigação do Ministério Público.

“É interessante que a gente coloque de maneira bem clara, que a polícia não quer de forma mesquinha preservar a atribuição que tem. Neste processo, o que a Polícia, a Adepol e a ADPF querem é preservar a ordem constitucional, evidentemente que, defendendo as atribuições que têm. Estas entidades, juntamente com a Ordem dos Advogados do Brasil, preservam o ordenamento constitucional”, ressaltou.

Segundo o autor, o objetivo do livro é informar a comunidade jurídica e sensibilizar legisladores, julgadores e mídia para desmistificar o poder de investigação criminal do MP.

Compareceram no lançamento do livro o senador João Capiberibe, os deputados federais Eduardo Seabra, Moroni Torgan, João Campos e Gilberto Nascimento, o chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Álvaro Lins, o presidente da Adepol Brasil, José Carlos Weber, entre outros representantes de entidades de classe.

Revista Consultor Jurídico, 13 de dezembro de 2004, 14h55

Comentários de leitores

1 comentário

transparece a referida obra ser de interesse de...

Jose Antonio Schitini (Advogado Autônomo - Civil)

transparece a referida obra ser de interesse de alguns que podem ou pessoas que o Ministério Público tem interesse em investigar. Se a busca ao Santo Graal penal é a verdade real, axioma adotado inclusive em nossos instrumentos escritos penais, e coloca em posição altaneira o princípio da cristalinidade, então a conclusão óbvia é que quanto mais poderes houver para investigação melhor. Nesse diapasão, toda e qualquer investigação é bem vinda, seja através da imprensa, que na realidade apesar dos erros que ocorrem de vez em quando, tem se revelado de uma importância capital, seja através do MP que ao que transparece tem competência constitucional para esse múnus, e finalmente até pelo particular. Conhece-se particulares que encetaram um empreendimento investigativo, onde ouve falha das instituições, para apurar crimes contra seus entes queridos. Nesse sentido essa obra não acrescenta nada uma vez que só atinge um círculo pequeno de interessados. Todos tem o interesse de investigar, agora o poder repressivo é será sempre do Estado.

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