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Cavalo de Aço

Delegado da Polícia Civil é preso em operação da PF no ES

A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (9/12), cerca de 30 pessoas acusadas de roubo de cargas, formação de quadrilha e receptação. A ação faz parte da Operação Cavalo de Aço.

A base dessa quadrilha é do Espírito Santo e possui ramificações no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Foram expedidos mais de 70 mandados entre os de busca e apreensão e os de prisão. Os nomes de todas as pessoas presas e o balanço final da operação devem ser divulgados ainda nesta quinta. Dos acusados, dois foram presos em São Paulo, três em Minas Gerais, 15 no Espírito Santo e 10 no Rio.

Entre eles está o delegado da Polícia Civil de Cariacica (ES) Walter Emiliano Barcelos, preso durante a operação Cavalo de Aço. Segundo o jornal A Gazeta, do Espírito Santo, o superintendente da Polícia Federal, Geraldo Guimarães, disse que “a Polícia Federal possui filmagens de um dos líderes da quadrilha de roubo a cargas no Espírito Santo, Flávio Corrêa Leite, almoçando e conversando sobre o esquema de roubo com o delegado Walter Emiliano Barcelos da Polícia Civil, em Cariacica”.

Além dele, outros policiais, segundo Guimarães, participavam da quadrilha. A ação do grupo consistia, entre outras, em legalizar caminhões roubados em benefícios de membros da quadrilha por meio da adulteração de documentos. “Os caminhões, geralmente, eram furtados em postos de gasolina ou mesmo nas estradas e, posteriormente, eram vendidos ou destinados para desmanche”.

Contrabando e pirataria

Em outra operação iniciada há um mês, intitulada Cataratas, a Receita Federal apreendeu R$ 10 milhões em mercadorias. A ação visa combater o contrabando e a pirataria em Foz do Iguaçu, fronteira do Paraguai com Argentina.

Durante o primeiro mês de operação, foram fiscalizados 29 mil veículos, entre automóveis, ônibus, vans e motos. Desse total, 139 foram apreendidos ou retidos. Além de mercadorias, foram apreendidos 786 quilos de maconha, além de outras drogas.

Para escapar da rigorosa fiscalização, os contrabandistas e sacoleiros passaram a utilizar rotas alternativas, como as estradas vicinais no município de Medianeira (PR). Nessas vias foram apreendidos veículos que transportavam eletroeletrônicos, como videogames e CDs, além de perfumes e equipamentos de informática.

Participam da operação as polícias Federal, Militar e Rodoviária Federal, além da Promotoria de Investigação Criminal, do Departamento de Estradas e Rodagens e Agência Nacional de Transportes Terrestres.

Revista Consultor Jurídico, 9 de dezembro de 2004, 16h29

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