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Fraude corporativa

Pesquisa mostra que 69% das empresas já foram vítimas de fraudes

A absoluta maioria das empresas brasileiras admite que já foram vítimas de algum tipo de fraude ocorrida dentro de seus próprios corredores. O dado faz parte de uma pesquisa feita pela KPMG -- uma rede global de firmas prestadoras de serviços profissionais.

De acordo com o levantamento, 69% dos empresários brasileiros entrevistados confirmaram que já foram vítimas de fraudes corporativas nos últimos dois anos. Apesar disso, os números são melhores do que os verificados há dois anos quando 76% dos entrevistados deram o mesmo tipo de resposta. Na verdade, a pesquisa, feita a cada dois anos, vem apresentando uma curva ascendente, já que, em 2000 esse número era de 81%.

No entanto, Werner Scharrer, coordenador da pesquisa, adverte que os números podem ser maiores. “O desconhecimento de fraudes em uma organização não significa sua inexistência. Em virtude da impossibilidade de algumas empresas quantificarem suas experiências ou, ainda considerando as numerosas fraudes que passam despercebidas, é possível presumir que tais números representem apenas uma parcela do total real de perdas sofridas pelas companhias no Brasil”, avalia.

Para 74% dos empresários entrevistados, as fraudes já representam ou podem representar um grande problema para sua empresa. A grande maioria (84%), também concorda que a situação só pode melhorar caso haja maiores investimentos no controle interno das corporações.

As falsificações de cheques e documentos, bem como roubos de ativos, alterações de contas de despesas e a emissão de notas frias representam a maiores perdas para as empresas, conforme indicou a pesquisa.

Os empresários mostraram ainda certo pessimismo com o futuro. O levantamento indicou que 55% dos que responderam ao questionário acreditam que as fraudes devem aumentar em suas empresas. A razão disso? O enfraquecimento dos valores sociais e morais, a impunidade, a insuficiência nos sistemas de controle e as pressões econômicas, dizem os empresários.

A pesquisa também mostrou outro dado interessante: 51% das empresas ouvidas garantem que adotaram procedimentos de verificação de antecedentes para novos funcionários de alto escalão -- um crescimento de 12% em relação a 2002.

As fraudes eletrônicas também mereceram destaque. Cerca de 11% das empresas afirmam terem tido problemas com transações eletrônicas -- um número maior do que o verificado em 2002.

Revista Consultor Jurídico, 7 de dezembro de 2004, 13h02

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