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Mais atenção

Policiais criam Movimento Nacional de Segurança Pública

Policiais civis e militares de todo o país estão formando o Movimento Nacional de Segurança Pública. A intenção é chamar a atenção do governo federal no sentido de aumentar os investimentos no setor.

Eles estão reunidos, desde segunda feira (29/11), em Vitória (ES), para participar do 1º Congresso Nacional de Operadores de Segurança Pública. O encontro termina nesta quarta-feira, 1º de dezembro, quando será divulgada uma carta que trata da criação do movimento e traz as reivindicações dos policiais.

O evento é assessorado pelo ex-secretário nacional de Segurança do governo Lula, Luiz Eduardo Soares, e acontece, curiosamente, no momento em que o governo federal envia para Vitória uma tropa de 150 homens da Força Nacional de Segurança, a fim de coibir a onda de violência que vem sendo verificada na capital capixaba nas últimas semanas.

De acordo com os organizadores, o congresso conta com a participação de cerca de 400 policiais civis e militares de 15 estados brasileiros, (Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Amapá), além do Distrito Federal.

“Estamos fundando o Movimento Nacional de Segurança Pública, o MNSP, que, a exemplo do MST, pretende chamar a atenção do governo e da sociedade para mostrar o nosso olhar sobre um problema que afeta a população e a nós como operadores de segurança”, destaca o capitão José Augusto Piccoli de Almeida, coordenador do encontro.

Almeida reclama da política de Segurança Pública do governo Lula. “Há um superávit de 1,2% do PIB que o governo brasileiro está reservando além das exigências do FMI -- o que equivaleria a R$ 21 bilhões. Isso seria suficiente para garantir um gasto mensal médio de R$ 3.500,00 para os cerca de 500 mil policiais civis e militares”, diz o capitão.

A idéia, segundo Almeida, é valorizar os profissionais da área, “resgatar a cidadania e desenvolver projetos que ajudem na proteção das pessoas”.

Uma das reclamações refere-se ao salário dos policiais. “Aqui no Espírito Santo, o piso é de R$ 700,00, já incluindo as gratificações, enquanto que no Distrito Federal é R$ 2.200,00. Precisa haver um ajuste no salário dos policiais”, destaca.

Em entrevista à revista Consultor Jurídico, o coordenador do congresso aproveitou para cutucar a eficácia da Força Nacional de Segurança criada pelo governo federal. “Não sabemos ainda, exatamente como ela vai funcionar. Além disso, não havia necessidade de enviar a Força para Vitória. Temos notado que o clima aqui é de total tranqüilidade”, comentou.

De acordo com o governo do Espírito Santo, os ataques a dez ônibus na capital, em apenas quatro dias, aconteceram por conta de retaliações de grupos ligados ao narcotráfico, que vêm sendo perseguidos pela polícia.

“Esses ataques foram pontuais. Além disso, a presença do Exército nas ruas -- que não sabe fazer segurança pública -- acaba é provocando uma sensação de insegurança”, rebate Almeida.

Revista Consultor Jurídico, 1 de dezembro de 2004, 17h00

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