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Primeira Leitura

Presidente diz que setor produtivo pode ficar tranqüilo

Crescimento insustentável

Hoje deve ser anunciada uma boa notícia: o crescimento do PIB no segundo trimestre, que, na estimativa do mercado, deve ser bastante forte – acima de 4% na comparação com o mesmo período do ano passado, sendo que, na média, as estimativas prevêem um aumento de 5%. O que poucos esperam é que esse bom ritmo se mantenha.

Aperto monetário

O mercado já reagiu à expectativa de o Banco Central aumentar a taxa básica de juros (hoje em 16%), conforme a ata das últimas duas reuniões do Comitê de Política Monetária do BC indicaram que deve ocorrer. Nos 13 primeiros dias de agosto, segundo dados preliminares, o crédito já ficou mais caro. Na média, os juros cobrados nos empréstimos passaram de 43,9% para 44,4%.

Para o alto

O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, já não espera queda nenhuma nos juros cobrados no mercado daqui para a frente. “Pelo contrário, a trajetória da curva de juros futuros subiu”, afirmou. No mercado futuro da BM&F, depois da ata do Copom, em apenas três dias úteis as taxas subiram 0,24 ponto percentual. A razão é a inflação e, principalmente, a expectativa quanto a um aumento da taxa de juros básica pelo BC.

Para baixo

O mercado aumentou a estimativa de inflação para o ano que vem: de 5,5% para 5,52%. Para este ano, o IPCA esperado aproxima-se perigosamente do teto da meta com que trabalha o BC, de 8%. Segundo as instituições consultadas, o IPCA em 2004 será de 7,25% (era de 7,19% na semana anterior). Em resumo: as apostas são de que a inflação está em alta e, portanto, vai mesmo haver aumento nos juros. O resultado deve ser um ritmo menor de crescimento do PIB (leia mais em www.primeiraleitura.com.br).

Preocupados

A possível alta da taxa de juros foi o centro das intervenções de empresários e sindicalistas que se encontraram ontem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social em São Paulo. O presidente da CUT, Luiz Marinho, defendeu que o governo busque outras formas de conter a inflação, “como o aumento da produção para criar mais oferta ou até a importação, com isenção de impostos para certos produtos”.

Tranqüilidade

Ao participar da comemoração de 50 anos da Caterpillar, fabricante de tratores e máquinas agrícolas, Lula disse que “o setor produtivo pode ficar tranqüilo porque não faltará dinheiro para investimentos em infra-estrutura”. Falando de improviso, ele respondia ao presidente da empresa, Wiliam Hormer, que apontou a alta carga tributária e a falta de infra-estrutura como fatores que diminuem a competitividade brasileira.

Com que dinheiro?

Enquanto Lula promete fartura de verbas para a infra-estrutura, o ministro do Planejamento, Guido Mantega, se prepara para entregar ao Congresso a proposta de Orçamento para 2005 em meio a uma cantilena já conhecida. Os ministros das áreas sociais e de infra-estrutura se queixam por não ter conseguido os recursos que julgam suficientes para suas pastas.

E o FMI?

O governo negocia com o Fundo Monetário Internacional (FMI) a flexibilização das regras de superávit primário para garantir mais verbas para investimentos. A idéia é passar certos gastos para uma rubrica de “investimentos especiais” ou “produtivos”, pois seriam despesas com potencial de gerar receitas. O objetivo é liberar os investimentos em infra-estrutura.

Assim falou... George W. Bush

“Não acho que possamos vencer a guerra, mas acredito que possamos criar condições para que o uso do terrorismo como ferramenta seja menos aceito em outras partes do mundo.”

Do presidente dos EUA, num raro momento, reconhecendo que o combate ao terrorismo por meios militares é insuficiente para livrar o mundo do fanatismo político.

180 milhões em ação

O Brasil já tem 180 milhões habitantes. Desde o início da década de 70, quando havia 90 milhões de brasileiros, a população do país praticamente dobrou, de acordo com cálculos do IBGE divulgados ontem. Somente de 2000 para 2004, foram 10 milhões de pessoas a mais. O crescimento da população, porém, desacelera sistematicamente. Se o ritmo de expansão dos anos 50 – 3% ao ano – tivesse se mantido, hoje seríamos 262 milhões. Atualmente, a população cresce 1,44% ao ano.

A taxa de natalidade, que era de 6 filhos por mulher nos anos 60, caiu para 2,39 em 2000 e, de acordo com as estimativas do IBGE, deve encerrar 2004 em 2,31. A combinação desses fatores mudou o perfil da população, que envelheceu. Em 1980, os brasileiros dividiam-se igualmente entre os que estavam acima ou abaixo de 20,2 anos. Em 2050, essa idade mediana será de 40 anos.

* A coluna é produzida pelo site Primeira Leitura – www.primeira.leitura.com.br

Revista Consultor Jurídico, 31 de agosto de 2004, 11h31

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