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Tentativa de suborno

Advogado acusado de tentativa de suborno responderá em liberdade

O juiz da 9ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte (MG), Alberto Deodato Maia Barreto Neto, mandou prender, em audiência de justificação, um advogado acusado de subornar mãe e filho. O advogado é acusado de oferecer para as partes dinheiro, roupas, tênis e reforma na casa onde moravam. Ele pagou fiança, foi liberado e responderá o processo em liberdade.

De acordo com o processo, em 1996, um comerciante atraía para sua casa, crianças e adolescentes dizendo que possuía vídeo-game e filmes pornográficos. O comerciante oferecia “Thinner” às crianças e, aproveitando-se dos distúrbios neuropsíquicos que a droga gerava, praticava atos sexuais com os menores.

A mãe de uma das crianças, de apenas 10 anos, percebendo as atitudes suspeitas do filho, descobriu toda a verdade e foi à Justiça.

Alguns anos se passaram e o comerciante foi condenado em definitivo a nove anos de prisão. Porém, seu advogado, para tentar reabrir o processo entrou com um recurso de justificação, pedindo revisão criminal. O advogado alegou que tinha novas provas que podiam mudar completamente a história e a condenação do comerciante.

A nova audiência foi marcada para 24 de agosto de 2004 e compareceram o rapaz, que foi assediado, e sua mãe. Mas, dessa vez, eles negaram tudo e disseram que nada daquilo tinha acontecido e que nunca viram o comerciante.

Segundo o Tribunal de Justiça mineiro, o juiz desconfiou da atitude da mãe e do filho e disse que, se eles não dissessem a verdade, seriam processados por falso testemunho e denunciação caluniosa.

Com medo, a mãe do garoto resolveu contar a verdade. Segundo o juiz, “de uma forma bastante convincente”, ela disse que o advogado do comerciante procurou-a por diversas vezes oferecendo dinheiro e vantagens para ela contradizer o que afirmou à época na Delegacia de Polícia, oferecendo, inclusive, a reforma de sua casa, roupas e tênis novos.

O juiz mandou prender o advogado de acordo com o artigo 343 do Código Penal. Comunicou por fax a presidência da OAB o fato e solicitou a presença de um representante da entidade em seu gabinete.

Revista Consultor Jurídico, 26 de agosto de 2004, 10h06

Comentários de leitores

10 comentários

Não dá para "tapar o sol com a peneira". Todos...

Marco A. Oliveira ()

Não dá para "tapar o sol com a peneira". Todos sabemos que atitudes como esta vem se tornando- infelizmente - mais comuns.É o caso do advogado que tudo promete ao cliente, a qualquer preço, tirando o pão do profissional honesto (que promete só o possível). Não podemos permitir que pessoas inescrupulosas denigram a imagem do advogado - que já não é positiva perante a sociedade. A OAB não pode ficar inerte.

blah blah blah. A questão aqui não é a corja ....

Rodrigo Travassos Stipp ()

blah blah blah. A questão aqui não é a corja ... muito pelo contrário ... é a dignidade de uma classe inteira que constumeiramente se vê ofendida por agentes externos e internos. Caso o público em geral soubesse ler as entrelhinhas da reportagem saberia que o problema é de um "ser" e não de toda uma classe, como infelizmente o Sr. ou Sra. (nome bem dúbio) tenta, repetidamente, levar a crer. A sanção, caso comprovado o teor das alegações certamente será aplicada, afinal a OAB, ao contrário de diversas outras entidades (dentre elas o CREA) prima pela mais ampla e irrestrita ética (basta uma simples pesquisa neste site para verificar que os maus exemplos, quando levados a conhecimento da OAB são punidos). Agora, sabe-se lá o que aconteceu ??? Imagine se o Sr. (ou Sra.) fosse ameaçado de morte por um ex-cliente e tivesse de tentar de tudo para reverter a situação (não estou dizendo que a situação seja esta - é melhor avisar pq vc pelo jeito não sabe interpretar palavras), o que vc faria ??? Cada caso é um caso. Se o profissional resolveu por conta própria "dar um jeito", aí ... expulsão nos termos do Código de Ética e do EOAB (para vc eu explico ... Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil). A minha defesa é em prol da boa advocacia, daqueles que SEMPRE são confundidos no meio de uma enorme massa imprestável. É verdade que diversos colegas preferem meios escusos, mas, felizmente, estes são uma pequena minoria que, existe em toda e qualquer classe profissional, seja o engenheiro que assina projeto irregular, seja o médico que prescreve procedimento desnecessário, seja o professor que se recusa a passar seus conhecimentos, enfim ... Se me expressei mal, peço desculpas, mas cá entre nós ... aprenda a ler e a escrever, analise o caso específico, não tente deturpar o macro, pois ao fazer isso vc se demonstra como uma pessoa pequena, sem horizontes. Lembre-se ... antes de olhar para os outros, olhe para a sua própria realidade, pense à respeito da sua classe profissional. Será que esta também não tem o seu Joio ???

É isso aí, Moraci. Assim vemos a realidade. É s...

Massaranduba ()

É isso aí, Moraci. Assim vemos a realidade. É só jogar o chapéu pra cima que sempre serve na cabeça de algum. Nesse caso, do Sr. Rodrigo.

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