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Tiroteio cerrado

Luís Costa Pinto responde a artigo de Paulo Moreira Leite

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O jornalista Paulo Moreira Leite mente, delira e revela uma fragilidade abjeta de caráter em seu artigo “Estelionatários de factóides”, publicado na última edição de Veja.

A mentira: eu não pedi emprego a ele na equipe de Época, revista que lhe coube dirigir depois de ter sido alijado da equipe de Veja. Certa tarde, quando eu era editor executivo do Correio Braziliense, Moreira Leite telefonou-me e convidou-me para voltar a integrar a equipe de Época. Disse-lhe que isso era até possível, que tinha vontade de fazer essa migração porque gostaria de voltar à reportagem. Ele perguntou o meu salário. Revelou-se espantado: “Pô, estão te pagando demais!”, respondeu. A conversa terminou ali e eu concluí que Época não tinha condições salariais, naquele momento, para me levar de volta à sua redação. Depois, Moreira Leite foi alijado da direção de redação de Época.

O delírio: fica patente que Moreira Leite crê em uma teoria conspiratória sobre o relato da confissão do erro jornalístico que ajudei a perpetrar em 1993 e que entreguei em junho desse ano ao ex-deputado Ibsen Pinheiro. O atual diretor de redação do Diário de São Paulo, que ao menos até o ano de 2003, quando era diretor de Época, ia a Brasília confraternizar com seus amigos da facção petista Libelu (Liberdade e Luta) em jantares que nada tinham a ver com apuração de reportagens – eram, sim, convescotes marcados para saudar a chegada da “turma” ao poder --, crê agora que eu integrei uma conspiração do governo para ajudar a criar o Conselho Federal de Jornalismo com a admissão de um erro meu que, sequer, foi um erro solitário. Sou contra o CFJ e havia deixado isso claramente expresso em dois artigos publicados no Correio Braziliense e no Jornal do Brasil antes da eclosão do episódio Ibsen Pinheiro.

A fragilidade abjeta de caráter: Moreira Leite tomou para si, como uma acusação, toda a culpa pelo erro de Veja que admiti para mim. Ele mandou, sim, que eu corresse em busca de uma frase de Benito Gama para sustentar aquela fatídica capa de Veja, “Até tu, Ibsen?”, de há 11 anos. A frase está lá, no texto, incluída às pressas. Mais que uma fragilidade de Veja, revista que foi para mim uma escola de virtudes do jornalismo, o episódio revela um método de comando de Moreira Leite.

O diretor de redação do Diário de São Paulo é um burocrata de redação que sempre temeu enveredar, ele próprio, pelos caminhos da reportagem. Adora dar lições de jornalismo sentado nas suas cadeiras de espaldar alto dos chefetes e crê saber usar os últimos laivos intelectualóides de sua formação trotskista para constranger os repórteres sob seu jugo a procurar frases de fontes que lhe confirmem as teses de sua mente torturada.

Tenho pena de Moreira Leite. Sua pobre biografia profissional está pontuada por vítimas – sejam elas jornalistas que subjugou e que seguem em silêncio, sejam elas personagens e fontes de reportagens que ajudou a publicar com apurações tortuosas como aquelas do caso Ibsen Pinheiro. Moreira Leite, hoje, dirige um veículo de comunicação e está dedicado a usá-lo covardemente contra mim, que só disponho da minha consciência e do meu e-mail. Essa covardia está patente no uso que ele faz, no jornal que dirige, para me atacar e para assacar contra os clientes de minha empresa.

Gostaria de debater os seus e os meus métodos jornalísticos e os aparatos éticos de cada um diretamente, sem que ele esteja a se esconder em seu cargo tão imponente de um órgão importante. Estou à disposição de Moreira Leite para marcar o dia, a hora e o local desse debate. Ele sabe me encontrar, pois no dia 10 de agosto mandou que um de seus repórteres no Diário de São Paulo me procurasse para saber o que eu achava do CFJ. Estava sendo entrevistado, por ordem dele, porque era então considerado um jornalista de destaque. Dei a entrevista e manifestei a minha opinião contra o Conselho. Sigo com os mesmos números telefônicos nos quais ele pode me achar.

Link para a reportagem de Veja e para o artigo de Paulo Moreira Leite (para assinantes e adquirentes da revista em banca).

Acompanhe o destampatório, agora na versão de Istoé.

 é jornalista e assessor de imprensa

Revista Consultor Jurídico, 21 de agosto de 2004, 19h51

Comentários de leitores

4 comentários

Só voltei aqui para lhes INFORMAR de uma coisa,...

Marco ()

Só voltei aqui para lhes INFORMAR de uma coisa, pois até uma menina que considero muito leu meu "post" anterior aqui e o comentou, e de repente nem imagina a história toda, estes seis anos de COVARDIAS que sofro: - Sou um policial afastado para tratamento psiquiátrico. Já fui preso, acusado de diversos crimes. Mas foi tudo perseguição. O fato de estar internado contra minha vontade não me impede de usar a Internet para disseminar a verdade. PORÉM Desembargadores irão dar um ponto-final em tanta covardia... e espero que também... em tanta FALSIDADE. Muito Obrigado pela ATENÇÃO DE TODOS, Marco Nunez - http://www.hospitalpsiquiatricodorio.com.br

Sr. Luís Costa Pinto, Sei lá quem você é... ...

Marco ()

Sr. Luís Costa Pinto, Sei lá quem você é... mas sei que a justiça brasileira é uma =FARSA=, e o secretário de segurança do Rio, aquele Marotinho é um picareta que se faz passar por religioso. A prova de que ele NÃO TEM VERGONHA NA CARA são os vagabundos que ele escolhe para chefiar a polícia no Rio. -Só quem não os conhece que os compra! (Minha saudosa Vovó Clementina) Reverencio-o(s), Marco Nunez - http://www.bruxamidia.com

Dífícil mesmo está sendo acreditar em Veja. A e...

Ricardo Domingos Ribeiro ()

Dífícil mesmo está sendo acreditar em Veja. A edição desta semana é um primor de falta de isenção, a despeito da vã tentativa de defender-se do episódio Ibsen Pinheiro. Um exemplo é a matéria em que a revista critica o presidente Lula, apegando-se à sua conhecida pouca cerimônia. É exatamente por não se tratar de fato novo que se nota de pronto a estranheza da matéria. O texto é nitidamente um arremedo de contra-ataque ao PT, possivelmente devido ao outro Lula (o Costa Pinto) ser ligado ao partido e ter sido o responsável pelo desmascaramento da Veja. O fato de o presidente Lula não se apegar à "liturgia do cargo" não o desmerece diante do povo brasileiro que o elegeu. Povo este que precisa bem pouco de cerimoniais e deve lembrar-se de mandatários que seguiram rigorsamente a liturgia nos salões e desmontaram o país sem a menor cerimônia em outros cômodos menos iluminados Nota-se na Veja e em outros véículos da grande imprensa uma intenção flagrante de atacar o governo Lula, segundo uma estratégia de evitar o avanço do PT nas eleições municipais. E é grande o desespero dos porta-vozes da elite, já que o governo vive um bom momento, com o país crescendo, gerando empregos, a atividade industrial e a agricultura em expansão. Como não se pode atacar o governo enquanto cumpridor de sua missão primordial (promover o crescimento do país) parte-se para a artilharia mesquinha e rasteira (o presidente é excessivamente popular e fala como o povo). É claro que Lula não poderia ser igual aos outros presidentes, afinal ele tem origem operária, algo jamais visto neste país. Temos que ficar atentos, pois não vai demorar para a grande imprensa admitir que o Brasil está crescendo, mas arrematar que isso não ocorre por causa do Lula, e sim "apesar do Lula".

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