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Programa comemorativo

TV Justiça discute advocacia e magistratura na atualidade

O ‘Justiça Para Todos’, programa da Ajufe -- Associação dos Juízes Federais do Brasil --, na TV Justiça, exibe nesta quinta-feira (12/8), às 21h30 uma entrevista especial com o presidente da OAB, Roberto Busato, e o presidente da Ajufe, Jorge Maurique.

O programa é uma homenagem da Ajufe à OAB pelo ‘Dia do Advogado’, comemorado nacionalmente em 11 de agosto, data em que foram criados os cursos de Direito no Brasil. A Ordem tem 74 anos de história e representa 480 mil advogados atualmente.

O programa inédito, que será exibido nesta quinta-feira, se repete no sábado (às 18h30), segunda (11h30) e terça-feira (06h00). (Confira os canais que exibem a TV Justiça em cada cidade no site www.tvjustica.gov.br)

Na entrevista, mediada pelo apresentador do programa, repórter Samuel Figueiredo, Busato e Maurique defendem um grande e urgente projeto de conciliação para os que militam no Judiciário, que trabalhe em conjunto as convergências das entidades e categorias do setor, ao mesmo tempo em que continue discutindo exaustivamente suas divergências.

“Para os juízes, é muito positiva a aproximação de entidades corporativas como a Ajufe e OAB em torno de objetivos e projetos comuns”, disse Maurique. “Pretendemos ampliar ainda mais essa linha de atuação”.

Busato destacou que a Ajufe é uma das associações com a qual o Conselho Federal tem tido um diálogo constante. “Estamos no mesmo barco -- o Judiciário -- e temos que procurar vencer nossas dificuldades e trabalhar a favor daquele que é o nosso destinatário final: o povo”, afirmou Busato. “O país depende muito da advocacia e da magistratura para encontrar o seu caminho de justiça social, que também é nossa obrigação legal”.

A reforma do Judiciário, o controle externo pelo Conselho Nacional de Justiça; a questão da formação do advogado e da proliferação exacerbada dos cursos de Direito no Brasil também são temas no debate do programa.

Leia a entrevista:

Samuel - Dr. Busato, como é que foi a trajetória de um advogado de interior para chegar a Presidir a principal instituição que representa os advogados no Brasil?

Roberto Busato - A trajetória foi longa. Tive o prazer e a oportunidade de exercer praticamente todos os cargos dentro da Ordem dos Advogados do Brasil. Sou uma das poucas pessoas que tiveram mandato nos três níveis da instituição. Fui diretor-secretário de subseção, vice-presidente da mesma Subseção de Ponta Grossa e seu presidente. Depois, fui conselheiro estadual, tornando-me também o primeiro diretor do interior do Paraná a dirigir a OAB daquele estado. Fui seu vice-presidente na gestão de Acioli Neto. E, depois, vim ao Conselho Federal, fiz um mandato de conselheiro e fui eleito diretor-tesoureiro, depois vice-presidente e, agora, presidente da instituição. Foram 20 anos de dedicação. Integral não, porque nunca deixei de advogar e continuo advogando hoje. Mesmo porque, na OAB não há qualquer tipo de vantagem econômica. Você não tem verba de representação, não tem salário e não tem jeton. Então, tem que continuar com a atividade profissional. E me dediquei, nesses 20 anos, a esta política agremial que foi um grande ensinamento, dentro da minha vida pessoal e profissional.

Maurique - Dr. Busato, este programa é uma homenagem que a Ajufe presta à OAB e aos advogados na Semana do Advogado, já que no dia 11 foi o dia de Santo Ivo, em que foram criados os cursos de Direito no Brasil. Eu gostaria de saber como o senhor enxerga essa aproximação de uma entidade corporativa, como é a Ajufe, com a OAB. Quais são os caminhos e projetos comuns que podemos encaminhar? Adiantamos que a Ajufe já começou e pretende continuar nessa linha de trabalho integrado.

Busato - Bom, primeiramente, para nós é uma satisfação muito grande estar ao teu lado, Maurique, que preside a Ajufe, e dizer que a Ordem se sentiu bastante orgulhosa com o teu convite para aqui estar e debater alguns assuntos de interesse do nosso público. Porque, no fundo, no fundo, nós atendemos o mesmo público: o Juiz Federal, o Juiz comum, o advogado. E, dentro deste quadro, começo a responder a tua indagação. Nós temos que, urgentemente, partir para um grande projeto de conciliação daqueles que militam dentro do Judiciário, não vejo outra possibilidade nessa situação tão difícil da vida dos atores da cena do Direito, que não seja o da convergência. Temos que procurar trabalhar dentro das convergências e continuar discutindo, exaustivamente, as divergências. Mas não podemos deixar de lado as convergências. E, assim, na minha gestão, tenho procurado trabalhar ao lado de todas as Associações, principalmente a Ajufe e a Anamatra. São duas Associações com que o Conselho Federal tem tido um diálogo constante. E nós pretendemos continuar com esse diálogo e até aprimorá-los, com outros pontos que possamos avançar, tanto em prol da Justiça Federal como em prol da advocacia deste Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 12 de agosto de 2004, 17h50

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