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Primeira Leitura

Ghedini diz que jornais têm publicando besteiras sobre Conselho

Economia e política

A melhora da economia produziu seus efeitos políticos: interrompeu-se a tendência de queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo pesquisa CNT-Sensus, divulgada ontem, a avaliação positiva do governo subiu de 29,4% em junho para 38,2% em agosto, enquanto a negativa caiu de 24,1% para 17,7%. O desempenho pessoal do presidente também melhorou: a aprovação a Lula passou de 54,1% para 58,1% em agosto, e a desaprovação caiu de 37,6% para 32,8%.

Propaganda

Segundo Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus, três fatores estão influenciando a melhoria da avaliação tanto do governo quanto do presidente: o crescimento da economia, a forte cobertura da mídia desses dados positivos e a propaganda a favor do governo feita pelos cabos eleitorais nos municípios.

Bom, mas...

Apesar da recuperação, a aprovação do governo Lula ainda é menor do que a verificada ao longo do ano passado e um pouco inferior à primeira sondagem feita no início deste ano. Em fevereiro, a avaliação positiva do governo era de 39,9%, e a negativa, de 15,1%.

E as promessas?

Apesar de terem avaliado melhor o governo e o presidente neste mês, a maior parte dos entrevistados (55,2%) não acredita que Lula esteja cumprindo suas promessas de campanha. A pergunta só havia sido feita anteriormente pela sondagem em fevereiro deste ano, quando 42% não declararam não acreditar que as promessas estavam sendo cumpridas.

Na mesma

A melhora da economia não é percebida pela maioria dos eleitores em sua própria vida: 65,8% dos entrevistados não viu melhora na sua qualidade de vida nos últimos dois meses. Os que dizem já se beneficiar dela somam 23,9%. A expectativa de colher benefícios do crescimento divide os brasileiros: 45,8% dos ouvidos acreditam que sua vida vai melhorar, e 40,3%, que não vai.

Marcha soldado

Em cerimônia com 30 mil novos recrutas ontem, o presidente Lula disse que foi “um jovem frustrado” por não ter conseguido servir no Exército, que ele comparou a “uma família mais ampla”.

Besteirada

O vice-presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Fred Ghedini, disse ontem, em Brasília, que os jornais estão publicando “muita besteira” a respeito da proposta de criação do Conselho Federal de Jornalismo, que terá a missão “orientar, disciplinar e fiscalizar” a imprensa e os jornalistas. “Só o trabalho de desinformação que vem sendo feito pela mídia já justifica a criação do conselho”, afirmou.

Eu exijo!!

Ghedini foi mais longe ao afirmar que a Fenaj “exige” que, a cada reportagem contra o Conselho, seja também publicada uma a favor. Na entrevista, Ghedini passou todo o tempo condenando jornalistas e veículos de imprensa e defendendo o governo das críticas de autoritarismo. “O presidente Lula não tem interesse nenhum em controlar a mídia, sua trajetória de luta desmente isso”, afirmou.

Não passa

O presidente da Câmara, João Paulo Cunha, disse que a proposta do Conselho será votada na Câmara depois de muito debate e negociação. “Se tiver isso de ferir a liberdade de imprensa, de ser uma censura, não vai prosperar na Câmara”, disse.

Assim falou... Luiz Gushiken

“Vocês são jornalistas, sabem que a liberdade de imprensa é um valor definitivo na democracia, mas sabem também que numa sociedade nada é absoluto.”

Do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação de Governo ao comentar o projeto que cria o Conselho Federal de Jornalismo. O truque do ministro: claro que, ao lado do direito à vida, a liberdade imprensa deve ser relativizada. Mas quando se trata do direito à informação, que é o caso, não há o que discutir.

Um pouco de memória

O partido que agora quer criar um Conselho Federal de Jornalismo para controlar todos os jornalistas é o mesmo que há pouco mais de três anos listava como graves problemas nacionais, a pedir CPI, o caso Eduardo Jorge, a privatização da Telebrás e o confronto Jader Barbalho-ACM. O caso Eduardo Jorge, como se sabe hoje e já se sabia à época, nunca existiu.

Foi uma invenção da máquina stalinista de desqualificar pessoas. No caso da Telebrás, como se nota, o PT jamais se interessou em saber a origem das fitas e reconhecer o seu caráter criminoso. Nem mesmo se tratava de vazamento de uma investigação do Ministério Público. Era coisa de bandido. E daí? Já quanto a Jader e ACM, não custa lembrar, ambos são agora aliados de Lula. Certamente passaram a ter reputações imaculadas. Hoje, mesmo que a prova esteja à vista de todos, não apenas se quer ignorá-la como se busca punir o jornalista que a relata.

* A coluna é produzida pelo site Primeira Leitura -- www.primeiraleitura.com.br

Revista Consultor Jurídico, 11 de agosto de 2004, 13h15

Comentários de leitores

1 comentário

Vejamos os fatos: primeiramente, sob o argument...

Plinio Gustavo Prado Garcia (Advogado Sócio de Escritório - Tributária)

Vejamos os fatos: primeiramente, sob o argumento de combate à violência, desarma-se a população civil, aumentando a segurança dos que a agridem; depois, vem a campanha de controle externo do judiciário; a seguir, a mordaça do Ministério Público, e, agora, o cerceamento à liberdade de expressão. O direito à legítima defesa é expressamente garantido pela Constituição dos Estados Unidos, ao assegurar aos cidadãos o porte de arma; na Constituição Federal brasileira, de 1988, é direito senão explícito, ao menos implícito no §2 do artigo 5. A liberdade de expressão está no seu inciso IX, e o direito à informação, no inciso XIII. Lembremo-nos: o preço da liberdade é a eterna vigilância. Abaixo a censura! Plínio Gustavo Prado Garcia advocacia@pradogarcia.com.br

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