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Menos prática

Exame da Ordem de São Paulo tem sistema de pontuação alterado

A Ordem dos Advogados de São Paulo alterou o critério para avaliação da prova da segunda fase do Exame da Ordem, diminuindo o peso da peça prática de oito para seis, e aumentando o peso das questões práticas de dois para quatro.

A modificação foi publicada no Diário da Justiça, por meio a Deliberação nº 12/2004 da Comissão de Estágio e Exame de Ordem do Conselho Seccional de São Paulo, assinada por Ivette Senise Ferreira, presidente da comissão.

O motivo da alteração, segundo a comissão, foi “a necessidade de reformular as normas relativas ao Exame de Ordem de acordo com critérios mais eqüitativos e mais coerentes com os conceitos das avaliações que efetua na prova prático-profissional”.

Segundo o curso Anglo, a alteração mostra que a atual comissão está preocupada com o índice de reprovação verificado no último Exame e com o grande número de recursos interpostos contra as avaliações das provas da segunda fase, sempre fundamentados na subjetividade do critério de cada examinador.

A alteração objetiva limitar a subjetividade na correção da prova. Com isso, quem acertar as quatro perguntas objetivas, precisará de apenas dois pontos sobre seis para ser aprovado. A mudança também beneficia os candidatos que não têm prática forense, já que a prova prática teve sua importância, em termos de nota, reduzida em 25%.

Leia a íntegra da Deliberação

ART. 1º - FICA ALTERADO O PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 31 DA DELIBERAÇÃO Nº 11/96, QUE PASSARÁ A TER A SEGUINTE REDAÇÃO:

“PARÁGRAFO ÚNICO – A PEÇA PROFISSIONAL TERÁ PESO 6 (SEIS) E AS QUESTÕES PRÁTICAS, SOB A FORMA DE SITUAÇÕES OU PROBLEMAS, TERÃO PESO 4 (QUATRO)”.

ART. 2º - ESTA DELIBERAÇÃO ENTRARÁ EM VIGOR NA DATA DE SUA PUBLICAÇÃO, REVOGADAS AS DISPOSIÇÕES EM CONTRÁRIO CONTIDAS NAS DELIBERAÇÕES ANTERIORES.

Revista Consultor Jurídico, 11 de agosto de 2004, 20h57

Comentários de leitores

11 comentários

O que era ruim, ficou pior. O Exame de orde...

Cleiton Silva Germano (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

O que era ruim, ficou pior. O Exame de ordem por si só, na fórmula em que se encontrava e que atualmente se encontra, só favorece os cursinhos que ganharão mais clientes e dinheiro. Aos novos pretendentes, um aviso a OAB, é só um detalhe, afinal de contas não temos emprego como Advogados e o acesso aos grandes escritórios em SP, é vetado sendo concedido o caminho para o "Olimpo" para quem for da USP, PUC e Mackenzie. A má qualidade dos cursos de Direito, pode ser suprida pela determinação do aluno e sua perseverança, como por exemplo, aconteceu comigo que mesmo de uma faculdade triplamente classificada como D no Provão passei de primeira no exame 122. Acredito que os Jovens Advogados como eu, devamos nos unir para criar mercado de trabalho para nós, haja vista que temos que temos que matar para conseguir clientes, nos rebaixar a honorários constrangedores e ainda por muitas vezes fazer até crediários para receber honorários. Diga-se então, vá para a carreira pública, por favor, isso é uma vergonha, pensem rapidamente, o que é preciso para ser Juiz ou Promotor, estudar, estudar e estudar, porém além disso você tem de pensar em crescer na carreira, se especializar etc etc, o que ocorre, depois de um tempo de profissão acaba o encanto de ser juiz, e você acaba sendo mais um insatisfeito. Portanto, eu digo, hoje se pudesse voltar a época que fiz faculdade faria um curso em que a função fosse valorizada, o acesso aos bons empregos, públicos e privados fosse igualitário e principalmente eu me sentisse realizado e contente, o que não acontece hoje em dia com as Carreiras Jurídicas que desgastam o profissional, não proporcionam o crescimento almejado e por vezes frustram as expectativas traçadas lá atras quando iniciamos o curso. Por essas e por outras, o Exame de Ordem apesar de ser um filtro ainda é ineficaz porque mesmo os que passam não conseguem trabalhar na área num curto prazo. PS: trabalho há seis meses como advogado.

Congratulo-me com a dra. Ivete Senise Ferreira ...

Raul Haidar (Advogado Autônomo)

Congratulo-me com a dra. Ivete Senise Ferreira e com a OABSP pela oportuna decisão. A mudança torna o exame mais justo, mais equitativo. Infelizmente a OAB não tem poderes para fechar faculdades, como outro colega aqui sugeriu. Também não lhe cabe, legalmente, fiscalizar o ensino jurídico. Já a forma do exame é definida pelo Conselho Federal. Ao ilustre colega que está a lembrar do boato ridículo, espalhado por alguns despreparados à véspera do último pleito eleitoral da entidade, onde se afirmava que o dr. D'Urso prometera acabar com o exame de Ordem, fica a sugestão para que leia o texto da Lei 8906, a fim de verificar que a promessa jamais foi feita, por ser impossivel. O Exame não foi criado pela OAB, mas por uma lei federal...Deve ser mantido, como essencial que é, mas não pode exigir dos candidatos matérias que estejam além do programa oficial do ensino jurídico. Este, por sinal, sujeito a legislação que os colegas também devem consultar. A atual Comissão de Exame de Ordem não quer aprovar ou reprovar ninguem. Está tentando fazer Justiça aos candidatos. Os despreparados continuarão tendo as mesmas dificuldades. Mas se existem distorções ou subjetivismos no exame é justo que sejam corrigidos. Devemos cumprimentar a Dra. Ivete e a Comissão por ela presidida pela grandeza de reconhecer que há alguns ajustes que precisam ser feitos no Exame. A OAB não é composta de pessoas perfeitas e nenhum advogado é dono da verdade.

PARABÉNS A OAB/SP Com isso, minimiza a possi...

Alexandre Bueno de Paiva (Advogado Autônomo - Empresarial)

PARABÉNS A OAB/SP Com isso, minimiza a possibilidade do examinador simplesmente reprovar o candidato pelo fato deste acreditar que a “peça está sofrível” ou “fraca argumentação”. FACILIDADE NO EXAME NÃO, SIM PARA A CORREÇÃO JUSTA!

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