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Batida geral

PF prende 20 acusados de fraudar licitações no Amazonas

A Operação Albatroz, desencadeada pela Polícia Federal na madrugada desta terça-feira (10/9), em Manaus, levou para a cadeia o ex-secretário da Fazenda do governo do Amazonas, Alfredo Paes dos Santos, e outras 19 pessoas. Os presos são acusados de fraudar licitações do governo do estado, nos últimos anos, num valor estimado em R$ 500 milhões.

O deputado estadual, Antônio Cordeiro, apontado como o mentor das fraudes, não foi preso por contar com imunidade parlamentar, mas foi indiciado e convocado a depor.

Segundo a polícia, Cordeiro e Alfredo Paes montaram um esquema em que criavam empresas fictícias para participar e vencer as licitações do estado. O esquema envolvia funcionários da Secretaria da Fazenda, da comissão estadual de licitações e de outras secretarias do estado.

Também foram presos a mulher e um cunhado de Cordeiro, o presidente da Comissão Geral de Licitação, João Gomes Villela, e o prefeito da cidade de Presidente Figueiredo, Romero de Mendonça. Romero é irmão da desembargadora e ex-presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, Marinildes Mendonça.

Além dos 20 mandados de prisão, foram expedidos 32 mandados de busca e apreensão. Na casa do deputado Cordeiro, a polícia apreendeu R$ 1,5 milhão em títulos públicos e R$ 500 mil em espécie. Na casa do presidente da CGL, foram apreendidos US$ 50 mil.

A operação da Polícia Federal foi comandada pelo delegado Wagner Castilho, de São Paulo e contou com 174 homens da Polícia e da Receita Federal, vindos de vários estados. Segundo o delegado, as investigações que resultaram na operação vinham sendo realizadas há dois anos e as irregularidades abrangem um período ainda maior.

Esta é a terceira grande operação da Polícia Federal em Manaus nos últimos dois anos. Antes, ela já havia feito a Operação Águia, que desbaratou uma quadrilha de policiais que operavam num esquema de roubo de carros de luxo, e a Operação Matusalém, contra uma quadrilha de fraudadores do INSS.

Revista Consultor Jurídico, 10 de agosto de 2004, 16h14

Comentários de leitores

2 comentários

Esses rótulos (albatroz, matuzalém etc.) só ser...

Marin Tizzi (Professor)

Esses rótulos (albatroz, matuzalém etc.) só servem para a PF aparecer e estigmatizar os supostos implicados. Quando o caso vai ao judiciário, os juízes e desembargadores, seguindo o efeito manada, negam qualquer espécie de direitos aos acusados, em função desses rótulos. Veja-se o caso Anaconda (ou cobra-cega), em que vários inocentes foram implicados irresponsavelmente mas o efeito manada (ou maria vai com as outras) fez com que nenhum direito lhes fosse reconhecido, pelo judiciário, pelo simples rótulo.

Tenho muito receio desses rótulos (operação iss...

Marin Tizzi (Professor)

Tenho muito receio desses rótulos (operação isso, operação aquilo...), pois se prestam a garantir o espetáculo e estigmatizar, inapelavelmente, eventuais inocentes inadvertidamente incluídos por investigações mal-feitas, como no caso da chamada operação anaconda, em que vários inocentes foram incluídos, inclusive um morto. Além disso, esse rótulo leva muitos juízes a negar direitos elementares, pelo simples fato de levarem esse rótulo. São os juízes que decidem para agradar a mídia, aplicando o princípio "o show deve continuar".

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