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Novo capítulo

Antero diz desconhecer prova de elo entre Meirelles e doleiros

A Veja online publicou, nesta quinta-feira (5/8), notícia de que a CPI do Banestado, que investiga crimes de evasão de divisas, descobriu que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, enviou dinheiro ao exterior para doleiros acusados de lavagem de dinheiro.

O presidente da comissão, Antero Paes de Barros (PSDB-MT), no entanto, afirmou à rádio CBN que desconhece a existência de tais documentos. Segundo ele, não há nada na CPI que desabone a conduta do presidente do BC. Antero afirmou que írá solicitar à assessoria da comissão que apure o conteúdo dos disquetes que conteriam as denúncias. O resultado deverá, segundo ele, sair até segunda-feira.

O senador disse ainda que a situação de Meirelles é “grave”, mas pediu cautela. “Primeiro quero conferir os dados, para saber se são verídicos”. Ele disse que pretende confirmar as informações publicadas para depois pedir explicações ao presidente do BC.

O Banco Central divulgou uma nota afirmando que todos os rendimentos de Meirelles foram tributados de acordo com a legislação.

De acordo com a reportagem, a comissão teria provas de um operação financeira de Meirelles feita no dia 18 de outubro de 2002. Na data, segundo a Veja , o então recém-eleito deputado federal pelo PSDB de Goiás, remeteu, a partir de uma conta pessoal nos Estados Unidos, pouco mais de US$ 50 mil para uma conta titulada por doleiros, também nos Estados Unidos.

A versão online da revista afirma, ainda, que a conta pessoal da qual Meirelles retirou o valor não aparece em sua declaração de Imposto de Renda entregue à Receita Federal.

Segundo narra a notícia, a quantia teria saído de uma conta em nome de Henrique de Campos Meirelles, de número 4029218701, nos Estados Unidos. Ela cita um documento de posse da CPI do Banestado que registra a conta bancária de Meirelles no Goldman Sachs, cujo nome aparece associado a uma instituição identificada apenas como Mellon Pit.

Dessa conta, os US$ 50 mil teriam ido parar na conta 030102375, que seria de titularidade da offshore Biscay Trading Ltd. A reportagem afirma que um relatório em poder da CPI, informa que a Biscay Trading é de um grupo de doleiros de São Paulo que está sob investigação por suspeita de lavagem de dinheiro.

A conta dos doleiros, diz, fora aberta no MTB Bank, em Nova York, que está sob investigação das autoridades americanas sob a suspeita de ter se transformado numa central de lavagem de dinheiro.

Há três meses, de acordo com a revista, o chefe da promotoria de Nova York, Robert Morgenthau, encaminhou à CPI do Banestado um CD com 700.000 operações suspeitas realizadas no MTB Bank.

Revista Consultor Jurídico, 5 de agosto de 2004, 18h11

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