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Vidigal defende aumento de efetivo da Polícia Federal

A Polícia Federal precisa ter seu efetivo ampliado em, pelo menos, 20 mil policiais para desempenhar sua função de polícia judiciária e de força de inteligência e repressão nos crimes que afetam a União. A afirmação é do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Edson Vidigal, durante a solenidade de posse da nova diretoria da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), na noite desta quarta-feira (28/4), em Brasília.

Segundo Vidigal, a Polícia Federal não pode continuar com um efetivo na faixa de 15 mil policiais. Além do serviço de inteligência e repressão, ele lembrou que o DPF tem que estar presente nas fronteiras nacionais, combatendo o narcotráfico, o contrabando e outros crimes que exigem a repressão por parte da União, sem contar com o apoio que dá à Justiça sendo uma espécie de polícia judiciária federal.

Durante a solenidade de posse da nova diretoria da ADPF, o ministro Edson Vidigal foi condecorado com a Medalha do Mérito Tiradentes, pelas posições que sempre tomou no STJ, nos julgamentos envolvendo questões de segurança pública e pela preocupação que sempre demonstrou com a defesa do cidadão. Foi a primeira vez que um presidente do Superior Tribunal de Justiça, no exercício do cargo, recebeu a Medalha de Mérito Tiradentes. (STJ)

Revista Consultor Jurídico, 29 de abril de 2004, 15h06

Comentários de leitores

1 comentário

Alguém precisa contar ao Ministro Edson Vidigal...

Gilberto Aparecido Americo (Advogado Autônomo - Criminal)

Alguém precisa contar ao Ministro Edson Vidigal e ao Ministro da Justiça que o problema da Polícia Federal não é o efetivo mas a sim a boa utilização dos recursos humanos existentes, acrescida de meios materiais e financeiros para o desenvolvimento da atividade. Trocando em miúdos, a Polícia Federal necessita fornecer recursos materiais e pessoais (estes já existentes) aos delegados envolvidos na condução de inquéritos, único instrumento legal de investigação criminal, para que estes possam bem desempenhar o seu mister. A máxima "poucos, porém bons" deve prevalecer. Chega de comparar o DPF à Polícia Federal Argentina. É necessário esclarecer que a última organização é responsável pela investigação de todos os delitos ocorridos na grande Buenos Aires. "Mutatis mutandi", o mesmo não acontece no Brasil. Por isso o efetivo daquela é maior do que o nosso. É hora de dar um basta à estapafúrdia ídéia de por o nosso exército para policiar fronteiras. Nem o efetivo das forças armadas americanas e russas dariam conta do encargo. Esclareça-se que as pessoas envolvidas nos crimes pesados (contrabando, tráfico de entorpecentes, pirataria, sequestro, etc.) são, via-de-regra, sempre os mesmos. Daí decorre a necessidade de uma polícia inteligente, ativa, incorruptível, operante e enxuta que certamente traria a criminalidade a níveis toleráveis. É minha modesta opinião. Gilberto Aparecido Américo delegado de Polícia Federal aposentado

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