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Fim de papo

TJ de Sergipe homologa concurso que teve perguntas clonadas

"Uma vergonha, um escândalo, um verdadeiro desserviço que se presta à história do Judiciário". Essa é a opinião do presidente nacional da OAB, Roberto Busato, sobre a decisão do Tribunal de Justiça de Sergipe de homologar concurso que, segundo a entidade, tem várias irregularidades.

A decisão de validar o concurso – para o preenchimento de 500 vagas de analista e técnico judiciário – foi unâmine. O exame foi contestado pela OAB de Sergipe, que denunciou a existência de clonagem de perguntas de outros concursos, inclusive do exame de Ordem da OAB-SP e do vestibular da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.

"A OAB não ficará omissa diante dos fatos denunciados, que lamentavelmente denigrem a imagem do Judiciário. O Conselho Federal da entidade dará total e irrestrito apoio à advocacia sergipana, liderada pelo advogado Henri Clay Andrade", afirmou Busato.

Segundo ele, fatos como este reforçam cada vez mais a necessidade de adoção do controle externo do Judiciário. Busato lembrou que o controle externo proposto há 18 anos pela OAB não está sendo defendido com o objetivo de controlar as decisões dos juizes, que são soberanas.

O que a entidade deseja, segundo ele, é lutar para pôr fim a desmandos como este, ocorrido em Sergipe. "Fazer um concurso público e clonar perguntas da Internet é, no mínimo, incompetência técnica", classificou.

"Não acredito que um juiz do Tribunal abdique de sua inteligência e 'cole' as suas decisões de outros juizes de São Paulo ou Rio, por exemplo, usufruindo das facilidades da Internet", afirmou.

O presidente da OAB está em Lisboa, onde participa de reuniões com os dirigentes da Ordem dos Advogados de Portugal. (OAB)

Revista Consultor Jurídico, 15 de abril de 2004, 14h40

Comentários de leitores

1 comentário

Tempos atrás divulgamos neste "site" a existênc...

Ivan (Advogado Autônomo)

Tempos atrás divulgamos neste "site" a existência de um concurso pior ainda. Esperamos que a OAB seja tão contundente quanto está sendo agora. Apenas lembrando: trata-se do PRIMEIRO CONCURSO DA MAGISTRATURA NO TOCANTINS, estado criado em 1988. Neste concurso, houve até "visita" de Desembargador (membro da comissão de avaliação!) ao quarto de uma candidata!!! Houve a divulgação, um dia antes, de algumas questões que cairiam na prova, no jornal local!!! (Acreditem se quiser). E TUDO RESTOU PROVADO NOS AUTOS DE MANDADO DE SEGURANÇA movido por uma promotora de justiça. Vejam o RMS Nº 1.627/TO, relator o Min. Ari Pargendler. O resultado? Vejam: Os Ministros do STJ ficaram estarrecidos, mas... nada fizeram!!! (alegaram óbices processuais, como a inadequação da via eleita, etc., etc.). UMA VERGONHA TOCANTINENSE. PROTESTA OAB!!! MAS PROTESTE CONTRA TODA FALCATRUA!!!

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