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Cabo Verde

Lentidão na Justiça é doença mundial, diz presidente de Cabo Verde.

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato, esteve nesta segunda-feira (12/4) em audiência com o presidente de Cabo Verde, Pedro de Verona Rodrigues Pires, com quem conversou sobre a atuação dos advogados dos países de língua portuguesa. Além de Busato, estiveram no encontro com Verona os demais presidentes das entidades que participam terça-feira do VII Encontro da Associação das Ordens e Associações de Advogados de Língua Portuguesa.

Roberto Busato informou ao presidente de Cabo Verde que no Brasil são inscritos na OAB cerca de 500 mil advogados. Pedro de Verona se disse surpreso com o número. Busato explicou que o Judiciário brasileiro vai passar, nos próximos meses, por uma ampla reforma, inclusive com a adoção do controle externo, que permitirá à sociedade civil acompanhar de perto a parte administrativa daquele poder da República. "O controle externo não vai interferir nas decisões dos juízes, que são e serão soberanos", disse Busato.

O presidente da OAB citou também na conversa a lentidão do Judiciário brasileiro para julgar os processos. Imediatamente, Pedro de Verona disse que o fato também ocorre em seu país. "Não há nenhum sítio (país) que não reclame dessa morosidade. É uma doença geral e aqui, em Cabo verde, também sofremos com ela", disse o presidente de Cabo Verde.

Na conversa com Busato, o presidente de Cabo Verde revelou um problema de seu país que também ocorre no Brasil. "Em Cabo Verde, os juízes e procuradores são extremamente jovens. Acho que precisavam ter mais experiência para julgar, ter mais maturidade; acredito que os juízes deveriam ter no mínimo trinta anos de idade para começar a julgar", avaliou Verona. O fenômeno da "juvenilização" na Magistratura e Ministério Público brasileiros também suscita discussões. (OAB)

Revista Consultor Jurídico, 12 de abril de 2004, 18h09

Comentários de leitores

1 comentário

Somente não concordo com a juvenilização levant...

Igor Garcia ()

Somente não concordo com a juvenilização levantada pelos protagonistas do encontro. Eu, no decorrer do meu curso estou a conhecer a cada dia com é e, como anda a justiça do meu país, e a cada dia me sinto no dever de ser um operador digno e sério que poderá contribuir em prol da verdadeira justiça, sei que pode ser um utopia de minha parte mas, "diante de tantas nulidades e injustiças" chego a tremer por dentro e suscitar mudanças, para um futuro digno, democrático e acima de tudo JUSTO. Rui Barbosa, sinônimo de esperança........

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